{"id":731537,"date":"2026-10-13T15:02:59","date_gmt":"2026-10-13T18:02:59","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/fmi-reduz-projecoes-de-crescimento-para-america-latina\/"},"modified":"2026-10-13T15:02:59","modified_gmt":"2026-10-13T18:02:59","slug":"fmi-reduz-projecoes-de-crescimento-para-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/13\/fmi-reduz-projecoes-de-crescimento-para-america-latina\/","title":{"rendered":"FMI reduz proje\u00e7\u00f5es de crescimento para Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) revisou para baixo as previs&otilde;es de crescimento para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe para este ano e o pr&oacute;ximo.&nbsp;Em seu relat&oacute;rio Perspectiva Econ&ocirc;mica Global, divulgado nesta&nbsp;ter&ccedil;a-feira (13) em Bangcoc,&nbsp;afirmou que a maior parte da regi&atilde;o est&aacute; se beneficiando pouco do <em>boom<\/em> da intelig&ecirc;ncia artificia (IA), que tem ajudado outras economias a absorver o choque energ&eacute;tico causado pela guerra no Oriente M&eacute;dio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1705163&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1705163&amp;o=node\"><\/p>\n<p><strong>O FMI&nbsp;projetou um crescimento regional de 2,3% neste ano. O &iacute;ndice&nbsp;representa queda em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento de 2,5% previsto para 2025 e &agrave; previs&atilde;o de julho, de 2,4%, para 2026. O FMI reduziu sua previs&atilde;o para 2027, de 2,7% para 2,5%.<\/strong><\/p>\n<p>As revis&otilde;es para baixo na regi&atilde;o ocorrem mesmo com o Fundo tendo elevado ligeiramente sua previs&atilde;o de crescimento mundial para este ano de 3% (em julho) para 3,1%, atribuindo a resili&ecirc;ncia do que chama de &ldquo;economia global dividida&rdquo; ao redirecionamento dos suprimentos de energia e aos investimentos impulsionados pela intelig&ecirc;ncia artificial.<\/p>\n<p><strong>A guerra no Oriente M&eacute;dio transformou a energia em um choque inflacion&aacute;rio global, com o petr&oacute;leo Brent cerca de 45% acima do n&iacute;vel pr&eacute;-guerra. Os custos mais elevados de combust&iacute;vel e energia est&atilde;o pressionando fam&iacute;lias e empresas, enquanto os temores de infla&ccedil;&atilde;o persistente ajudaram a elevar os custos globais de financiamento a n&iacute;veis n&atilde;o vistos em v&aacute;rias d&eacute;cadas.<\/strong><\/p>\n<p>Na Am&eacute;rica Latina, segundo o FMI, o efeito do choque energ&eacute;tico depende de os ganhos dos exportadores de commodities superarem as perdas dos importadores de energia e da credibilidade das metas de infla&ccedil;&atilde;o dos bancos centrais, acrescentando que &ldquo;h&aacute; pouca compensa&ccedil;&atilde;o proveniente da recupera&ccedil;&atilde;o do setor tecnol&oacute;gico na maioria dos pa&iacute;ses&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Das tr&ecirc;s economias latino-americanas que o FMI listou separadamente em sua atualiza&ccedil;&atilde;o de julho do &ldquo;Perspectiva Econ&ocirc;mica Global&rdquo;, a Argentina sofreu a maior redu&ccedil;&atilde;o em sua estimativa de produ&ccedil;&atilde;o<\/strong>. O Fundo agora espera que o crescimento argentino desacelere para 2,1% neste ano, ante 4,5% em 2025 &mdash; bem abaixo dos 3,5% previstos em julho &mdash;, e reduziu a previs&atilde;o para 2027 de 4% para 3,5%. O relat&oacute;rio mostra que a infla&ccedil;&atilde;o deve cair para 32,5% neste ano, ante 41,9% em 2025.<\/p>\n<p><strong>As previs&otilde;es para o crescimento do Brasil ca&iacute;ram para 2,2% neste ano e 1,9% para 2027, ante 2,4% e 2,2% em julho, quando o FMI esperava que o crescimento brasileiro &ldquo;permanecesse resiliente&rdquo; neste ano.<\/strong> O Fundo agora espera que o crescimento desacelere no pr&oacute;ximo ano, citando condi&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias ainda restritivas destinadas a trazer a infla&ccedil;&atilde;o de volta &agrave; meta, a retirada do apoio fiscal do governo e a incerteza global.<\/p>\n<p><strong>O M&eacute;xico seguiu o caminho oposto, com sua previs&atilde;o para 2026 elevada de 1,2% para 1,5%<\/strong>. Anteriormente, o Fundo associava a recupera&ccedil;&atilde;o esperada do M&eacute;xico a pol&iacute;ticas internas menos restritivas. Agora, aponta para as exporta&ccedil;&otilde;es &mdash; inclusive por meio de cadeias de suprimentos de IA &mdash; e para o investimento, que est&aacute; se estabilizando &agrave; medida que o crescimento acelera no pr&oacute;ximo ano. Mesmo assim, reduziu a previs&atilde;o para o M&eacute;xico, em 2027. de 1,9% para 1,8% e afirmou que o com&eacute;rcio e outras incertezas continuariam a frear a atividade.<\/p>\n<p><strong>As tabelas do relat&oacute;rio mostram que o crescimento do Chile desacelerar&aacute; de 2,5% para 0,6% neste ano, que a economia da Bol&iacute;via encolher&aacute; 3,% ap&oacute;s uma contra&ccedil;&atilde;o de 1,6% em 2025 e que a infla&ccedil;&atilde;o na Venezuela acelerar&aacute; de 252% para 467,9%.<\/strong><\/p>\n<p>O FMI afirmou que os riscos continuam inclinados para o lado negativo. O FMI alertou que a turbul&ecirc;ncia nos mercados poderia afetar as economias emergentes por meio de custos mais elevados de endividamento p&uacute;blico, press&atilde;o sobre suas moedas e condi&ccedil;&otilde;es financeiras locais mais restritivas.<\/p>\n<p><em><strong>*&Eacute; proibida a reprodu&ccedil;&atilde;o deste conte&uacute;do.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) revisou para baixo as previs&otilde;es de crescimento para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe para este ano e o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-731537","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=731537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731537\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=731537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=731537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=731537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}