{"id":731968,"date":"2026-10-14T19:52:32","date_gmt":"2026-10-14T22:52:32","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/entenda-o-linfoma-nao-hodgkin-cancer-que-causou-morte-de-netinho\/"},"modified":"2026-10-14T19:54:23","modified_gmt":"2026-10-14T22:54:23","slug":"entenda-o-linfoma-nao-hodgkin-cancer-que-causou-morte-de-netinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/entenda-o-linfoma-nao-hodgkin-cancer-que-causou-morte-de-netinho\/","title":{"rendered":"Netinho falece em decorr\u00eancia de linfoma n\u00e3o Hodgkin"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f4f4f4; border-radius:6px; margin-bottom:14px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Linfoma n\u00e3o Hodgkin do tipo B, doen\u00e7a que vitimou o cantor Netinho, \u00e9 um c\u00e2ncer do sangue que se inicia no sistema linf\u00e1tico. O material aborda sintomas, fatores de risco, diagn\u00f3stico e proje\u00e7\u00f5es do Inca sobre a incid\u00eancia no Brasil, com destaque para o linfoma plasmobl\u00e1stico e a raridade do caso do artista.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>linfoma n\u00e3o Hodgkin<\/strong> tipo <strong>B<\/strong>, doen\u00e7a que tirou a vida do cantor Netinho na ter\u00e7a-feira (13), \u00e9 um c\u00e2ncer do sangue que se inicia no <strong>sistema linf\u00e1tico<\/strong> \u2014 uma rede de vasos, g\u00e2nglios e \u00f3rg\u00e3os que comp\u00f5em as defesas do organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1705357&amp;o=node\" alt=\"Ag\u00eancia Brasil\/EBC\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEsse sistema coleta e redireciona para o sistema circulat\u00f3rio a linfa, l\u00edquido claro que cont\u00e9m c\u00e9lulas de defesa, os <strong>linf\u00f3citos<\/strong>, que desempenham papel vital no sistema imunol\u00f3gico e na prote\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00f5es.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os linf\u00f3citos<\/strong> ficam nos <strong>g\u00e2nglios<\/strong>, tamb\u00e9m chamados de linfonodos, em regi\u00f5es como o pesco\u00e7o, axilas e virilhas. <strong>Nas pessoas acometidas pelo linfoma n\u00e3o Hodgkin, essas c\u00e9lulas de defesa sofrem muta\u00e7\u00f5es e se acumulam de forma desordenada nos linfonodos e em outros \u00f3rg\u00e3os<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nQuando os linf\u00f3citos que se acumulam s\u00e3o do <strong>tipo B<\/strong>, caracteriza-se o linfoma n\u00e3o Hodgkin como o diagnosticado no cantor Netinho e em <strong>85%<\/strong> dos casos da doen\u00e7a. Existem tamb\u00e9m os linfomas de c\u00e9lulas <strong>T<\/strong> (ou linf\u00f3citos T) e de c\u00e9lulas <strong>NK<\/strong> (natural killer), menos comuns.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA hematologista do Hospital A.C. Camargo Cancer Center Talita Maira Bueno da Silveira explica que, <strong>no caso espec\u00edfico do cantor, o linfoma n\u00e3o Hodgkin, apesar de ser do tipo B, era bem raro<\/strong>, por se caracterizar como um linfoma plasmobl\u00e1stico, mais comum em pacientes imunossuprimidos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201c<em>\u00c9 um tipo espec\u00edfico desse linfoma, mais agressivo e mais dif\u00edcil de tratar. A chance de cura desse linfoma \u00e9 menor do que alguns outros linfomas n\u00e3o Hodgkin mais conhecidos<\/em>\u201d, explicou a hematologista.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDe acordo com estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), <strong>10.180 novos casos<\/strong> de linfomas n\u00e3o Hodgkin devem ser diagnosticados no pa\u00eds este ano, sendo <strong>5.370 em homens<\/strong> e <strong>4.810 em mulheres<\/strong>.\n<\/p>\n<h2 style=\"margin-top:16px;\">S\u00edntomas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs sintomas incluem <strong>g\u00e2nglios aumentados<\/strong>, febre, sudorese noturna intensa, <strong>perda de peso inexplic\u00e1vel<\/strong> e fadiga, variando conforme o subtipo e o ritmo de crescimento.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nTamb\u00e9m podem aparecer erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea avermelhada, disseminada pelo corpo, n\u00e1usea, v\u00f4mitos ou dor abdominal, coceira, tosse, dor de cabe\u00e7a e dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201c<em>As formas mais agressivas dos linfomas n\u00e3o Hodgkin podem ter estes e outros sintomas, que incluem dor no pesco\u00e7o, nos bra\u00e7os ou no abdome, dificuldade para respirar, fraqueza nos bra\u00e7os ou nas pernas e em ambos, confus\u00e3o mental<\/em>\u201d, destaca o AC Camargo Cancer Center.\n<\/p>\n<h2 style=\"margin-top:16px;\">Fatores de risco<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEmbora os pesquisadores ainda n\u00e3o saibam exatamente o que causa esse tipo de linfoma, alguns fatores de risco est\u00e3o associados \u00e0 doen\u00e7a, como <strong>idade<\/strong>, <strong>sexo<\/strong>, <strong>imunossupress\u00e3o<\/strong>, doen\u00e7as autoimunes, radia\u00e7\u00e3o e subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA lista inclui ainda a exposi\u00e7\u00e3o a infec\u00e7\u00f5es virais e bacterianas, como o v\u00edrus de Epstein-Barr, o HIV, o HTLV (v\u00edrus linfotr\u00f3pico da c\u00e9lula humana) e a bact\u00e9ria <em>Helicobacter pylori<\/em>.\n<\/p>\n<h2 style=\"margin-top:16px;\">Diagn\u00f3stico<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO diagn\u00f3stico \u00e9 feito por meio de exames, como <strong>bi\u00f3psia de linfonodos<\/strong>, pun\u00e7\u00e3o de medula, <strong>raio-X<\/strong>, <strong>tomografia<\/strong> e <strong>resson\u00e2ncia<\/strong>.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<em>Observa\u00e7\u00e3o:<\/em> o texto original cita esses m\u00e9todos como parte do diagn\u00f3stico, sem detalhar cada etapa ou protocolo espec\u00edfico.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:center;\">\n<strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil (EBC)\n<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:10px; margin-bottom:14px; background:#f9f9f9;\">\n<strong>Resumo<\/strong><br \/>\nAvan\u00e7os no tratamento de <strong>linfoma n\u00e3o Hodgkin<\/strong> ganham destaque, com novas <strong>t therapies direcionadas<\/strong> e imunoterapia. Destaque para <strong>bispec\u00edficos<\/strong> e <strong>CAR-T<\/strong>, com o manejo definido pelo estadiamento. Op\u00e7\u00f5es incluem <strong>quimioterapia<\/strong>, <strong>radioterapia<\/strong> e transplante de c\u00e9lulas-tronco. CAR-T ainda n\u00e3o \u00e9 produzido no Brasil, mas pode ser indicado para pacientes com linfoma do subtipo <strong>B<\/strong>.\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hematologista<\/strong> destaca avan\u00e7os recentes no tratamento do <strong>linfoma n\u00e3o Hodgkin<\/strong>, com \u00eanfase no subtipo <strong>B<\/strong>, apresentando novas estrat\u00e9gias terap\u00eauticas que visam tanto atacar as c\u00e9lulas tumorais quanto estimular a resposta imune do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>estadiamento<\/strong> do linfoma envolve exames de imagem, como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e a <strong>PET-CT<\/strong>, para definir a extens\u00e3o da doen\u00e7a e se houve dissemina\u00e7\u00e3o a outros \u00f3rg\u00e3os. A classifica\u00e7\u00e3o utiliza est\u00e1gios que variam de <strong>I a IV<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A letra E<\/strong> indica extens\u00e3o fora do sistema linf\u00e1tico e <strong>S<\/strong> indica acometimento do ba\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No <strong>est\u00e1gio I<\/strong>, o linfoma est\u00e1 em apenas uma \u00e1rea de um g\u00e2nglio linf\u00e1tico ou \u00f3rg\u00e3o do sistema linf\u00e1tico ou fora dele. No <strong>est\u00e1gio II<\/strong>, h\u00e1 presen\u00e7a em dois ou mais g\u00e2nglios do mesmo lado do diafragma. No <strong>est\u00e1gio III<\/strong>, o linfoma est\u00e1 em \u00e1reas de g\u00e2nglios acima e abaixo do diafragma. J\u00e1 no <strong>est\u00e1gio IV<\/strong>, a doen\u00e7a se dissemina para um \u00f3rg\u00e3o que n\u00e3o pertence ao sistema linf\u00e1tico e n\u00e3o fica pr\u00f3ximo aos g\u00e2nglios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tratamento<\/strong> depende do estadiamento, sintomas e estado geral do paciente, mas \u00e9 comum o uso de <strong>quimioterapia<\/strong>, <strong>radioterapia<\/strong> e, em casos espec\u00edficos, anticorpos monoclonais, terapia-alvo com imunoterapia e transplante de c\u00e9lulas-tronco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hematologista ressalta que, nos \u00faltimos anos, foram observados avan\u00e7os no tratamento dos linfomas n\u00e3o Hodgkin, principalmente do tipo B, com a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias mais direcionadas \u00e0s c\u00e9lulas tumorais e com terapia celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa \u00e9 uma <strong>nova modalidade<\/strong> de tratamento que n\u00e3o ataca diretamente o tumor, e, sim, reativa o <strong>sistema imunol\u00f3gico<\/strong> para que ele ataque o tumor\u201d, afirma a profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, existem duas modalidades de tratamento aprovadas para pacientes que n\u00e3o respondem \u00e0s terapias de primeira linha: um <strong>bispec\u00edfico<\/strong>, que reativa o sistema imune, e a <strong>CAR-T<\/strong> comercial, que ainda n\u00e3o \u00e9 produzida no Brasil, mas pode ser usada em pacientes com linfoma do subtipo <strong>B<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Linfoma n\u00e3o Hodgkin do tipo B, doen\u00e7a que vitimou o cantor Netinho, \u00e9 um c\u00e2ncer do sangue que se inicia no sistema linf\u00e1tico.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":731970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-731968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=731968"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731968\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":731969,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/731968\/revisions\/731969"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/731970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=731968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=731968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=731968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}