{"id":732044,"date":"2026-10-15T02:00:31","date_gmt":"2026-10-15T05:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/corte-amplo-de-gastos-publicos-afetaria-area-social-dizem-economistas\/"},"modified":"2026-10-15T02:01:51","modified_gmt":"2026-10-15T05:01:51","slug":"corte-amplo-de-gastos-publicos-afetaria-area-social-dizem-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/15\/corte-amplo-de-gastos-publicos-afetaria-area-social-dizem-economistas\/","title":{"rendered":"Economistas veem risco de cortes no gasto p\u00fablico atingirem a \u00e1rea social"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify; border: 1px solid #ccc; padding: 12px; background: #f7f7f7; border-radius: 6px;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Economistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil avaliam que cortes de gastos p\u00fablicos de grande porte, ainda que visem preservar programas sociais, sal\u00e1rio m\u00ednimo, pens\u00f5es e aposentadorias, s\u00e3o invi\u00e1veis sem prejudicar \u00e1reas sociais e a atividade econ\u00f4mica. Destacam que 90% do gasto prim\u00e1rio \u00e9 obrigat\u00f3rio e que cortes em torno de R$ 200 bilh\u00f5es afetam sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguridade. Pol\u00edticos divergem: Bolsonaro defende medidas inspiradas em Milei sem cortar benef\u00edcios, Lula sinaliza ajuste gradual, enquanto autoridades p\u00fablicas discutem metas de d\u00e9ficit\/receita e mudan\u00e7as fiscais.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO debate sobre cortes or\u00e7ament\u00e1rios ganhou peso ao sugerir redu\u00e7\u00f5es expressivas, como as discutidas na campanha, pr\u00f3ximas de R$ 200 bilh\u00f5es. O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, da Unicamp, afirma que esse porte de ajuste tende a alcan\u00e7ar \u00e1reas sociais. <strong>&#8220;Cerca de 90% do gasto prim\u00e1rio federal \u00e9 obrigat\u00f3rio: Previd\u00eancia, BPC, pessoal, pisos de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, Bolsa Fam\u00edlia. O que sobra, as despesas discricion\u00e1rias, soma pouco mais de R$ 200 bilh\u00f5es&#8221;<\/strong>, disse.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDentro das despesas discricion\u00e1rias, Bastos aponta que est\u00e3o investimentos e os custos de universidades, hospitais federais e da Pol\u00edcia Federal. <strong>&#8220;Um corte de R$ 200 bilh\u00f5es que preserve os benef\u00edcios sociais zera o resto. Se n\u00e3o zera, entra nos benef\u00edcios. N\u00e3o h\u00e1 terceira op\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong>, completou o economista.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA professora de economia Maria Lourdes Mollo, da UnB, alerta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel promover cortes substanciais sem impactar a \u00e1rea social. <strong>&#8220;N\u00e3o apenas em fun\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais espec\u00edficas, que ser\u00e3o comprometidas, mas porque os gastos p\u00fablicos t\u00eam um efeito multiplicador na renda e no emprego&#8221;<\/strong>, afirmou. Ela acrescenta que, com as altas taxas de juros, redu\u00e7\u00f5es no gasto p\u00fablico tendem a provocar retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, afetando tamb\u00e9m a arrecada\u00e7\u00e3o destinada a educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm rela\u00e7\u00e3o ao tom pol\u00edtico, o texto registra que o candidato Fl\u00e1vio Bolsonaro, ap\u00f3s defender um modelo de cortes inspirado no governo de Javier Milei, mant\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o reduzir programas ou benef\u00edcios sociais caso seja eleito.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa linha do governo de Lula, a leitura \u00e9 de ajuste fiscal necess\u00e1rio, por\u00e9m gradual ao longo de quatro anos, caso haja um novo mandato.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm entrevista \u00e0 Folha de S.Paulo, o ministro do Planejamento Bruno Moretti projetou a transi\u00e7\u00e3o de um d\u00e9ficit de 0,5% do PIB neste ano para um super\u00e1vit de 1,5% em 2030, destacando que o objetivo passa por desacelerar despesas obrigat\u00f3rias e balancear direitos sociais com a responsabilidade de manter as contas em ordem. <strong>&#8220;N\u00f3s estamos falando de desacelerar despesas obrigat\u00f3rias, compatibilizar o direito das pessoas com o processo de manter as contas p\u00fablicas em ordem&#8221;<\/strong>, afirmou.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAinda segundo o texto original, Daniella Marques, coordenadora da equipe econ\u00f4mica de Fl\u00e1vio Bolsonaro, informou, em agosto, \u00e0 Globo News, que o plano prev\u00ea mudan\u00e7as nas regras fiscais para controlar a d\u00edvida p\u00fablica.\n<\/p>\n<div class=\"resumo-jornalistico\" style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:16px; background:#f7f7f7;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Debate sobre cortes de <strong>1,5% do PIB<\/strong>, estimados em cerca de <strong>R$ 190 bilh\u00f5es<\/strong> para 2025, domina a pauta da campanha. Lula defende manter pol\u00edticas sociais e rejeita cortes que afetem aposentados; Fl\u00e1vio prop\u00f5e ajustes no arcabou\u00e7o fiscal, foco em supersal\u00e1rios e combate a fraudes. Economistas destacam que os juros s\u00e3o o principal motor do d\u00e9ficit e discutem impactos sobre o Tesouro e as fam\u00edlias.<br \/>\n<br \/><strong>Palavras-chave:<\/strong> cortes de gastos, PIB, d\u00edvida p\u00fablica, arcabou\u00e7o fiscal, supersal\u00e1rios, INSS, pol\u00edticas sociais, Brasil\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO tema de conten\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos voltou com for\u00e7a \u00e0 agenda da corrida presidencial, impulsionado por c\u00e1lculos que apontam para um prov\u00e1vel ajuste de <strong>1,5% do PIB<\/strong>, equivalente a cerca de <strong>R$ 190 bilh\u00f5es<\/strong> no patamar de 2025. Em jogo, est\u00e1 a possibilidade de reduzir o d\u00e9ficit sem comprometer o ambiente de pol\u00edticas sociais \u2014 um eixo que costuma dividir propostas entre quem defende cortes amplos e quem prioriza itens de prote\u00e7\u00e3o social.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sustenta que n\u00e3o haver\u00e1 economia em cima de quem depende do INSS e de programas sociais. Em tom veemente, o candidato do PT reiterou que \u201c<em>eu n\u00e3o vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil<\/em>\u201d e ressaltou o compromisso com a continuidade de pol\u00edticas voltadas aos vulner\u00e1veis.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA campanha de Fl\u00e1vio Bolsonaro, por sua vez, aponta que quaisquer cortes seriam direcionados a privil\u00e9gios no funcionalismo p\u00fablico, como <strong>supersal\u00e1rios<\/strong>, al\u00e9m de defesa de medidas para ampliar a\u00e7\u00f5es de combate a fraudes. Conforme destaca analista, o foco seria reduzir desperd\u00edcios sem, necessariamente, provocar retra\u00e7\u00f5es nas transfer\u00eancias a grupos mais pobres.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO professor Pedro Paulo Bastos, da Unicamp, afirma que as despesas vinculadas a privil\u00e9gios s\u00e3o significativas, mas n\u00e3o chegam aos montantes de \u201ccentenas de bilh\u00f5es\u201d reclamados em discuss\u00f5es amplas. Em entrevistas t\u00e9cnicas, ele sustenta que o aperto decisivo para alcan\u00e7ar cortes entre <strong>1,5% e 2% do PIB<\/strong> viria de revis\u00f5es em despesas obrigat\u00f3rias ou de mudan\u00e7as nos c\u00e1lculos de reajustes de benef\u00edcios, sem retirar direitos j\u00e1 consolidados.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo debate sobre o arcabou\u00e7o fiscal, o Novo Arcabou\u00e7o Fiscal, implementado no come\u00e7o do governo Lula, limitou o crescimento das despesas em rela\u00e7\u00e3o ao PIB conforme a expans\u00e3o da receita. Lula diz que o manejo fiscal passar\u00e1 pela <strong>retomada do crescimento econ\u00f4mico<\/strong>, pela conten\u00e7\u00e3o do gasto prim\u00e1rio e pelo incremento da efici\u00eancia dos gastos p\u00fablicos. J\u00e1 a campanha de Fl\u00e1vio Bolsonaro prop\u00f5e ajustes para entregar <strong>super\u00e1vits prim\u00e1rios<\/strong> e reduzir a d\u00edvida p\u00fablica, com foco na estabiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o <strong>D\u00edvida\/PIB<\/strong> e na revis\u00e3o de cr\u00e9ditos subsidiados.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEspecialistas ressaltam que, independentemente do uso pol\u00edtico das propostas, o fator que mais pressiona as contas p\u00fablicas hoje s\u00e3o os juros. Segundo dados de consultorias, o custo com juros de tr\u00eas d\u00edgitos supera o pr\u00f3prio d\u00e9ficit, enfatizando a urg\u00eancia de reformas que reduzam a necessidade de rolagem da d\u00edvida. A an\u00e1lise sustenta que qualquer reforma fiscal precisa equilibrar responsabilidade fiscal, prote\u00e7\u00e3o social e sustentabilidade de longo prazo, sem comprometer a renda de quem j\u00e1 depende de benef\u00edcios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Economistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil avaliam que cortes de gastos p\u00fablicos de grande porte, ainda que visem preservar programas sociais, sal\u00e1rio m\u00ednimo, pens\u00f5es\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":732046,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-732044","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=732044"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":732045,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732044\/revisions\/732045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/732046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=732044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=732044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=732044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}