{"id":732683,"date":"2026-10-16T22:53:50","date_gmt":"2026-10-17T01:53:50","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/brasil-e-2o-maior-importador-de-pesticidas-proibidos-na-ue-diz-oxfam\/"},"modified":"2026-10-16T22:55:41","modified_gmt":"2026-10-17T01:55:41","slug":"brasil-e-2o-maior-importador-de-pesticidas-proibidos-na-ue-diz-oxfam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/16\/brasil-e-2o-maior-importador-de-pesticidas-proibidos-na-ue-diz-oxfam\/","title":{"rendered":"Brasil figura como segundo maior importador de pesticidas proibidos pela UE, aponta Oxfam"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:14px; background:#f6f6f6;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n    <strong>Resumo \u2014 Pesticidas proibidos pela UE<\/strong> &#8211; Brasil \u00e9 o segundo maior importador, em 2024, de agrot\u00f3xicos proibidos pela Uni\u00e3o Europeia, recebendo cerca de 15 mil toneladas. A UE exporta grande parte desses AAPs, afetando pa\u00edses do Sul Global. No Brasil, 49% dos agroqu\u00edmicos vendidos s\u00e3o AAPs; seis entre os dez mais vendidos s\u00e3o proibidos na UE. Monoculturas de exporta\u00e7\u00e3o aparecem no centro desse cen\u00e1rio.\n  <\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil<\/strong> \u2014 Em aten\u00e7\u00e3o ao Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o, a <strong>Oxfam<\/strong> Brasil divulgou um relat\u00f3rio que aponta o pa\u00eds como o <strong>segundo maior importador<\/strong> de pesticidas proibidos pela <strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong> em 2024, totalizando aproximadamente <strong>15 mil toneladas<\/strong> desses produtos. Os <strong><em>agrot\u00f3xicos altamente perigosos<\/em> (AAPs)<\/strong> chegam a diversos destinos; os <strong>Estados Unidos<\/strong> ocupam a dianteira do ranking. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A organiza\u00e7\u00e3o sustenta que as pol\u00edticas e regulamenta\u00e7\u00f5es da <strong>UE<\/strong> produzem crit\u00e9rios desiguais, com tra\u00e7os de car\u00e1ter colonial, ao mesmo tempo em que protegem parcialmente a popula\u00e7\u00e3o e o meio ambiente do bloco \u2014 mas permitem que subst\u00e2ncias proibidas continuem a ser produzidas e exportadas para outros pa\u00edses. A diretora da <strong>Oxfam Brasil<\/strong>, <strong>Viviana Santiago<\/strong>, afirma: \u201cN\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel que a Uni\u00e3o Europeia pro\u00edba determinados agrot\u00f3xicos para proteger sua pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, permita que essas mesmas subst\u00e2ncias sejam produzidas e exportadas para outros pa\u00edses.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do relat\u00f3rio indicam que, em <strong>2024<\/strong>, os <strong>Estados-membros da UE<\/strong> exportaram quase <strong>122 mil toneladas<\/strong> de pesticidas proibidos dentro do bloco, cifra que supera em mais do que o dobro o volume registrado em <strong>2018<\/strong>. Al\u00e9m disso, o estudo aponta que <strong>93 pa\u00edses<\/strong> importam agrot\u00f3xicos perigosos da UE, com <strong>75%<\/strong> dessas na\u00e7\u00f5es situadas entre <strong>baixa e m\u00e9dia renda<\/strong> do <strong>Sul Global<\/strong>. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relat\u00f3rio, os <strong>AAPs<\/strong> representam quase um ter\u00e7o dos ingredientes ativos usados globalmente, sendo mais comuns em pa\u00edses do Sul Global, onde as prote\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias costumam ser mais fr\u00e1geis. Santiago observa que o duplo padr\u00e3o transfere riscos para trabalhadores rurais, comunidades e territ\u00f3rios do Sul Global, enquanto os benef\u00edcios econ\u00f4micos se concentram em poucas <strong>empresas<\/strong>. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, os <strong>AAPs<\/strong> respondem por <strong>49%<\/strong> de todas as vendas de agroqu\u00edmicos, uma fatia significativamente maior do que a observada em pa\u00edses da <strong>UE<\/strong>, como a <strong>Alemanha<\/strong>, onde esses produtos correspondem a apenas <strong>12%<\/strong> das vendas. O relat\u00f3rio enfatiza ainda que seis dos <strong>dez pesticidas mais vendidos no Brasil<\/strong> s\u00e3o proibidos na UE, por\u00e9m seguem sendo aplicados em lavouras e \u00e1reas pr\u00f3ximas a florestas por meio de tratores, avi\u00e3o e drones. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Oxfam vincula esse uso intensivo a um modelo agr\u00edcola centrado em grandes monoculturas voltadas para a exporta\u00e7\u00e3o \u2014 como <strong>soja<\/strong>, <strong>caf\u00e9<\/strong> e <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> \u2014 que depende fortemente de agrot\u00f3xicos. Al\u00e9m dos impactos \u00e0 sa\u00fade humana e ao ambiente, o relat\u00f3rio aponta que o sistema tende a beneficiar um limitado grupo de grandes corpora\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; background:#f6f6f6; margin-bottom:16px;\">\n<p style=\"margin:0;\">\n<strong>Resumo:<\/strong> Quatro empresas controlam 61% do <strong>mercado global de pesticidas<\/strong>, com receita de cerca de <strong>\u20ac 2,7 bilh\u00f5es<\/strong> (aprox. <strong>R$ 15,37 bilh\u00f5es<\/strong>). A <strong>Oxfam<\/strong> aponta concentra\u00e7\u00e3o e riscos para <strong>sa\u00fade<\/strong> e <strong>meio ambiente<\/strong> no <strong>Sul Global<\/strong>. No Brasil, foram aprovados <strong>725<\/strong> novos pesticidas em <strong>2025<\/strong>, quase <strong>10%<\/strong> a mais que <strong>2024<\/strong>. A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> procurou o <strong>Minist\u00e9rio da Agricultura<\/strong> por posicionamento.\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo<\/strong> os <strong>dados analisados<\/strong>, <strong>quatro empresas<\/strong> controlam <strong>61%<\/strong> do <strong>mercado global de pesticidas<\/strong> e obtiveram cerca de <strong>\u20ac 2,7 bilh\u00f5es<\/strong> em receitas (<strong>R$ 15,37 bilh\u00f5es<\/strong>) pela venda de <strong>pesticidas altamente perigosos<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Oxfam<\/strong> aponta que tais n\u00fameros evidenciam a concentra\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os das <strong>grandes multinacionais agroqu\u00edmicas<\/strong> e o poder econ\u00f4mico, bem como os <strong>lucros<\/strong> gerados por esse com\u00e9rcio de produtos t\u00f3xicos.<\/p>\n<blockquote style=\"margin:0 0 12px 0;\">\n<p style=\"margin:0;\"><strong>\u201c\u00c9 preciso interromper a exporta\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos proibidos e avan\u00e7ar em regras que coloquem a sa\u00fade, os direitos das pessoas e a prote\u00e7\u00e3o ambiental acima dos interesses comerciais\u201d<\/strong>, afirmou <strong>Viviana Santiago<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar<\/strong> do <strong>cen\u00e1rio<\/strong> de amplo uso de pesticidas, a <strong>Oxfam<\/strong> aponta que a expans\u00e3o do <strong>mercado brasileiro<\/strong> segue acelerada. \u201c<strong>Em 2025<\/strong>, o pa\u00eds registrou um novo recorde de aprova\u00e7\u00f5es, com <strong>725<\/strong> novos pesticidas autorizados, um aumento de quase <strong>10%<\/strong> em compara\u00e7\u00e3o com o recorde anterior de <strong>663<\/strong> produtos registrados em 2024\u201d, apontou a entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Ag\u00eancia Brasil<\/strong> entrou em contato com o <strong>Minist\u00e9rio da Agricultura<\/strong> e aguarda posicionamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo \u2014 Pesticidas proibidos pela UE &#8211; Brasil \u00e9 o segundo maior importador, em 2024, de agrot\u00f3xicos proibidos pela Uni\u00e3o Europeia, recebendo cerca de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":732685,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7554],"tags":[],"class_list":["post-732683","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732683","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=732683"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":732684,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732683\/revisions\/732684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/732685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=732683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=732683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=732683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}