{"id":732858,"date":"2026-10-17T20:02:54","date_gmt":"2026-10-17T23:02:54","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/cortes-em-auxilios-sociais-podem-gerar-retracao-em-cidades-do-interior\/"},"modified":"2026-10-17T20:03:23","modified_gmt":"2026-10-17T23:03:23","slug":"cortes-em-auxilios-sociais-podem-gerar-retracao-em-cidades-do-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/17\/cortes-em-auxilios-sociais-podem-gerar-retracao-em-cidades-do-interior\/","title":{"rendered":"Cortes em aux\u00edlios sociais podem frear economia de cidades do interior"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin-bottom:12px; background:#f7f7f7;\">\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>Estudo do Made-USP aponta que estagna\u00e7\u00e3o ou cortes nos benef\u00edcios sociais e previdenci\u00e1rios podem frear a economia de munic\u00edpios do interior brasileiro.<\/p>\n<p>Entre 2022 e 2025, manter reajustes reais reduz impactos na renda agregada; sem ganhos reais, interior pode registrar queda de 6,8% a 18%.<\/p>\n<p>Benef\u00edcios como Bolsa Fam\u00edlia e BPC representam at\u00e9 40% da renda em cidades interiores, influenciando pobreza e com\u00e9rcio local.<\/p>\n<p>Bahia, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais aparecem entre os estados com maiores altas na pobreza caso haja diminui\u00e7\u00e3o desse apoio.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo \u2013 Um estudo do Made, Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, vinculado \u00e0 Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da USP, evidencia que a estagna\u00e7\u00e3o ou cortes no valor de benef\u00edcios sociais e previdenci\u00e1rios pode reduzir significativamente a atividade econ\u00f4mica de munic\u00edpios do interior brasileiro. A an\u00e1lise, que considera cen\u00e1rios entre 2022 e 2025, compara a manuten\u00e7\u00e3o dos reajustes com um cen\u00e1rio de ganhos reais ausentes para programas como o BPC e as aposentadorias, al\u00e9m do Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impacto da renda emergencial<\/strong> Em cidades do interior, as transfer\u00eancias p\u00fablicas chegam a representar at\u00e9 40% da renda total, enquanto nas capitais a participa\u00e7\u00e3o fica em torno de 22% da renda agregada em estados como o Cear\u00e1. Esse peso maior no interior \u00e9 destacado como fator crucial para o dinamismo do com\u00e9rcio local e para a arrecada\u00e7\u00e3o municipal, segundo Luiza Nassif, co-diretora do Made-USP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cen\u00e1rios econ\u00f4micos<\/strong> O estudo projeta efeitos significativos para 2025 caso n\u00e3o haja reajustes reais: a renda agregada do interior poderia cair entre 6,8% e 10,8% em rela\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio com valoriza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios. Os impactos variariam por estado: no interior do Rio Grande do Norte, Amap\u00e1 e Piau\u00ed, a queda estimada fica entre 17% e 18%; no Amazonas, Sergipe e Pernambuco, em torno de 15%; no Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Alagoas e Bahia, entre 10% e 13%; e, em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, at\u00e9 6,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pobreza e desigualdade<\/strong> Al\u00e9m de efeitos sobre renda e atividade econ\u00f4mica, o estudo refor\u00e7a o papel dos benef\u00edcios no combate \u00e0 pobreza. Para fam\u00edlias com rendimento de at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita, os benef\u00edcios podem representar at\u00e9 metade da renda. Sem ganhos reais entre 2022 e 2025, a estimativa aponta a soma de aproximadamente 2,7 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza nos munic\u00edpios fora das regi\u00f5es metropolitanas, sendo 2,4 milh\u00f5es em pobreza extrema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos por regi\u00e3o<\/strong> Em n\u00fameros absolutos, as maiores altas na pobreza s\u00e3o previstas para Bahia (at\u00e9 336 mil pessoas a mais), S\u00e3o Paulo (at\u00e9 263 mil) e Minas Gerais (at\u00e9 251 mil), seguidos por Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e Cear\u00e1. A pesquisa ressalta que a interven\u00e7\u00e3o no ritmo de valoriza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios poderia comprometer n\u00e3o apenas as fam\u00edlias diretamente assistidas, mas tamb\u00e9m a circula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOlhando para o peso da renda que vem desses benef\u00edcios, fica evidente o dano que a falta de reajustes reais pode provocar nas economias locais\u201d, afirma Nassif. \u201cManter a valoriza\u00e7\u00e3o real da previd\u00eancia, do BPC e dos programas de transfer\u00eancias \u00e9 a garantia m\u00ednima de dignidade para as fam\u00edlias e de sobreviv\u00eancia para o com\u00e9rcio local no Brasil profundo\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Made-USP \u2013 Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, com dados referentes a 2022-2025. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo Estudo do Made-USP aponta que estagna\u00e7\u00e3o ou cortes nos benef\u00edcios sociais e previdenci\u00e1rios podem frear a economia de munic\u00edpios do interior brasileiro. 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