{"id":733741,"date":"2026-10-21T09:00:02","date_gmt":"2026-10-21T12:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/10\/utis-no-brasil-medicos-pedem-estruturacao-que-va-alem-de-mais-leitos\/"},"modified":"2026-10-21T09:01:58","modified_gmt":"2026-10-21T12:01:58","slug":"utis-no-brasil-medicos-pedem-estruturacao-que-va-alem-de-mais-leitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/10\/21\/utis-no-brasil-medicos-pedem-estruturacao-que-va-alem-de-mais-leitos\/","title":{"rendered":"UTIs brasileiras: m\u00e9dicos pedem reorganiza\u00e7\u00e3o da rede de cuidados cr\u00edticos que v\u00e1 al\u00e9m da simples amplia\u00e7\u00e3o de leitos"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Estudo nacional promovido pela Amib, com apoio do CFM, ouviu 2.338 m\u00e9dicos que atuam em UTIs de alta complexidade no Brasil, por meio de um question\u00e1rio sobre infraestrutura, leitos, medicamentos, treinamento da equipe e protocolos. O levantamento aponta discrep\u00e2ncias entre redes p\u00fablica (SUS) e privada, destacando a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que priorizem a estrutura das UTIs, n\u00e3o apenas a expans\u00e3o de leitos. Ao todo, o estudo envolve 43.901 leitos de UTI no pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um levantamento nacional da Amib, com apoio do CFM, ouviu 2.338 m\u00e9dicos que atuam em UTIs de alta complexidade no Brasil, durante o Inqu\u00e9rito Nacional sobre a For\u00e7a de Trabalho M\u00e9dica nas UTIs Brasileiras.<\/strong> Os profissionais responderam a um question\u00e1rio que avaliou infraestrutura, disponibilidade de leitos, medicamentos, qualifica\u00e7\u00e3o da equipe e protocolos cl\u00ednicos, atribuindo notas de 0 a 5 aos itens. O estudo evidencia disparidades entre redes p\u00fablica e privada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Medicamentos<\/strong> \u2013 Apenas 22,7% dos m\u00e9dicos avaliados consideram que a rede do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) tem disponibilidade totalmente adequada de medicamentos essenciais ao manejo dos pacientes. Entre servi\u00e7os privados ou vinculados a planos de sa\u00fade, o \u00edndice chega a 57,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre avalia\u00e7\u00f5es negativas<\/strong> \u2013 Na leitura das avalia\u00e7\u00f5es negativas, a oferta de medicamentos na rede p\u00fablica foi considerada inadequada ou inadequada total por 16,1% dos m\u00e9dicos. No setor privado, esse percentual cai para 3,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leitos<\/strong> \u2013 A tend\u00eancia permanece na avalia\u00e7\u00e3o de leitos: 24,1% dos entrevistados deram nota m\u00e1xima aos servi\u00e7os p\u00fablicos de UTI, enquanto, no setor privado, o \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o sobe para 51,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Protocolos<\/strong> \u2013 Em disponibilidade e acesso a protocolos de atendimento e conduta cl\u00ednica, a rede SUS recebeu nota m\u00e1xima de 23,1% dos participantes, ante 40,2% no setor privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas baixas<\/strong> \u2013 Pela vis\u00e3o das notas mais baixas (0, 1 e 2), 32,6% dos m\u00e9dicos classificaram a disponibilidade de leitos no SUS como ruim e 27,4% atribu\u00edram as notas m\u00ednimas nesses itens. No setor privado, os \u00edndices s\u00e3o menores, sinalizando maior satisfa\u00e7\u00e3o com a rede privada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impacto esperado<\/strong> \u2013 A Amib aponta que eventuais mudan\u00e7as nas pol\u00edticas de sa\u00fade podem impactar milhares de leitos: \u201cEventuais mudan\u00e7as ter\u00e3o impacto em 43.901 leitos de UTI distribu\u00eddos pelo pa\u00eds, sendo 34.927 destinados a adultos e 8.974 \u00e0 pediatria e neonatologia\u201d, destacou a entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o institucional<\/strong> \u2013 Em nota, a Amib afirma que os resultados ajudam a visualizar problemas sob a \u00f3tica de quem cuida de pacientes graves e refor\u00e7am a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade que tratem a estrutura\u00e7\u00e3o das UTIs como prioridade, n\u00e3o apenas a expans\u00e3o de leitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fontes e divulga\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 O levantamento foi realizado pela Amib com apoio do CFM, reunindo dados que ser\u00e3o apresentados a gestores p\u00fablicos, privados e autoridades regulat\u00f3rias para embasar recomenda\u00e7\u00f5es sobre melhoria da assist\u00eancia em UTIs.<\/p>\n<div style=\"border:1px solid #ddd; padding:12px; margin:14px 0; background:#f9f9f9;\">\n<p style=\"margin:0 0 6px 0; font-weight:600;\">Resumo jornal\u00edstico<\/p>\n<p style=\"margin:0;\">\nEm UTIs no Brasil, 12 de 13 aspectos avaliados apresentaram percep\u00e7\u00e3o semelhante entre as redes p\u00fablica e privada. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o ocorreu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas administrativas e burocr\u00e1ticas. No setor privado, 39,2% dos m\u00e9dicos classificaram a presen\u00e7a de equipes multiprofissionais como \u00f3tima, ante 23% no setor p\u00fablico; as notas m\u00ednimas ficaram em 13,8% (privado) e 24,8% (p\u00fablico). Sobre enfermagem com forma\u00e7\u00e3o em terapia intensiva, 25,1% aprovaram no privado e 16,9% no p\u00fablico; negativas: 37,2% (SUS) frente a 26,4% (privado).\n<\/p>\n<p style=\"margin:0; font-size:12px;\">\n<strong>Palavras-chave:<\/strong> UTIs, Brasil, setor p\u00fablico, setor privado, equipes multiprofissionais, enfermagem, administra\u00e7\u00e3o hospitalar\n<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil<\/strong> \u2014 Um estudo com profissionais de UTIs no pa\u00eds aponta que, em 12 dos 13 aspectos avaliados, a percep\u00e7\u00e3o de qualidade entre o <strong>setor p\u00fablico<\/strong> e o <strong>setor privado<\/strong> \u00e9 semelhante. A principal exce\u00e7\u00e3o ocorre nas tarefas administrativas e burocr\u00e1ticas, em que as avalia\u00e7\u00f5es divergiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m identificou disparidade na percep\u00e7\u00e3o sobre a presen\u00e7a de <strong>equipe multiprofissional<\/strong> especializada: 39,2% dos m\u00e9dicos classificaram esse item com nota m\u00e1xima no <strong>setor privado<\/strong>, contra 23% no <strong>setor p\u00fablico<\/strong>, enquanto as notas m\u00ednimas ficaram em 24,8% (p\u00fablico) e 13,8% (privado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 presen\u00e7a de <strong>enfermeiros com forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em terapia intensiva<\/strong>, a propor\u00e7\u00e3o positiva foi de 25,1% no privado e 16,9% no p\u00fablico. J\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o negativa atingiu 37,2% para o <strong>SUS<\/strong> e 26,4% para os servi\u00e7os particulares ou de planos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Estudo nacional promovido pela Amib, com apoio do CFM, ouviu 2.338 m\u00e9dicos que atuam em UTIs de alta complexidade no Brasil, por meio\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":733743,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-733741","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/733741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=733741"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/733741\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":733742,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/733741\/revisions\/733742"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/733743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=733741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=733741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=733741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}