{"id":73726,"date":"2022-04-07T13:41:00","date_gmt":"2022-04-07T16:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/minas-gerais-e-o-estado-com-mais-desastres-naturais-nos-ultimos-10-anos\/"},"modified":"2022-04-07T13:41:00","modified_gmt":"2022-04-07T16:41:00","slug":"minas-gerais-e-o-estado-com-mais-desastres-naturais-nos-ultimos-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/07\/minas-gerais-e-o-estado-com-mais-desastres-naturais-nos-ultimos-10-anos\/","title":{"rendered":"Minas Gerais \u00e9 o estado com mais desastres naturais nos \u00faltimos 10 anos"},"content":{"rendered":"<div>Minas Gerais lidera o ranking de\u00a0desastres naturais\u00a0entre todas as 27 unidades federativas do Brasil nos \u00faltimos 10 anos, de acordo com estudo feito pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM) e divulgado nesta quinta-feira (7\/4). Ao todo, foram 8.095 registros no estado de 2013 at\u00e9 2022.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A CNM definiu como desastres naturais ocorr\u00eancias por: estiagem ou seca (41,3%); doen\u00e7as infecciosas virais, como o coronav\u00edrus (27,6%); chuvas (8,3%); enxurradas (4,2%); vendavais (3,2%); inunda\u00e7\u00f5es (3,2%); inc\u00eandios florestais em parques (2,1%); alagamentos (2,2%); inc\u00eandios florestais em \u00e1reas n\u00e3o protegidas (1,7%); chuvas de granizo (1,4%); deslizamentos (1,3%); e demais, n\u00e3o especificados (3,4%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O segundo colocado no ranking \u00e9 a Bahia, que est\u00e1 relativamente distante de Minas Gerais. O estado baiano teve 5.441 desastres naturais nos \u00faltimos 10 anos, enquanto a Para\u00edba fecha o &#8220;p\u00f3dio&#8221; dos desastres neste recorte temporal, com total de 4.407.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O pico de desastres naturais em um ano \u00e9 justamente do l\u00edder Minas, no ano passado. Em 2021, o territ\u00f3rio mineiro registrou 2.436 ocorr\u00eancias, segundo a CNM. Minas Gerais tamb\u00e9m tem a segunda posi\u00e7\u00e3o no n\u00famero de desastres em um ano, com 2.348 em 2020. O terceiro maior n\u00famero pertence \u00e0 Bahia, com 1.210 registros tamb\u00e9m no ano retrasado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A CNM se baseou no total de decretos municipais expedidos pelas prefeituras entre 2013 e 2022. Todos os estados brasileiros tiveram, pelo menos, um desastre natural ao ano nos \u00faltimos 10 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com os n\u00fameros divulgados, nota-se que Minas Gerais tem mais da metade &#8211; 54% &#8211; dos decretos relativos a desastres ambientais no pa\u00eds nos \u00faltimos 10 anos. Quanto \u00e0s regi\u00f5es, contudo, o Nordeste lidera, com 46,8% dos decretos, seguido de Sudeste &#8211; regi\u00e3o de Minas -, com 22,6% e Sul, com 16,1%.<\/div>\n<div><\/div>\n<h3>Mais de um Brasil afetado<\/h3>\n<div><\/div>\n<div>A CNM tamb\u00e9m levantou o n\u00famero de pessoas afetadas pelos desastres naturais no per\u00edodo determinado &#8211; 1 de janeiro de 2013 e 5 abril de 2022. Ao todo, foram 347.441.381 cidad\u00e3os impactados no pa\u00eds nos \u00faltimos 10 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O n\u00famero equivale a mais de um Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o pa\u00eds conta com cerca de 214,4 milh\u00f5es de pessoas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ano em que as pessoas foram mais afetadas por desastres naturais foi em 2020. Ao todo, 83.073.219 brasileiros foram impactados por algum desastre naquele ano, marcado pelo in\u00edcio da pandemia da COVID-19 &#8211; o que ajuda a explicar o alto n\u00famero.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Passou a representar 27,6% do total (53.960 decreta\u00e7\u00f5es) entre 2013 e 2022, correspondendo a 14.896 decreta\u00e7\u00f5es que foram registradas a partir da necessidade de expedi\u00e7\u00e3o dos decretos de calamidade sanit\u00e1ria pelos Entes municipais. Portanto, excepcionalmente nos anos recentes, a evolu\u00e7\u00e3o dos dados s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da pandemia&#8221;, diz trecho do documento da CNM.<\/div>\n<div><\/div>\n<h3><b>Tamb\u00e9m pesa no bolso<\/b><\/h3>\n<div><\/div>\n<div>Os desastres naturais tamb\u00e9m pesaram no bolso do brasileiro nos \u00faltimos 10 anos. Segundo a CNM, o preju\u00edzo econ\u00f4mico total foi de mais de 341,3 milh\u00f5es de reais. Ele \u00e9 dividido da seguinte maneira: R$ 44.614.059.301 do setor p\u00fablico e R$ 296.696.648.245 do setor privado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A quantidade de danos materiais tamb\u00e9m foi contabilizada, com total de 5.235.050 obras ou edifica\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas destru\u00eddas. Eles s\u00e3o tipificados entre: unidades habitacionais, instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, de uso comunit\u00e1rio, prestadoras de servi\u00e7os e de infraestrutura que foram danificadas e ou destru\u00eddas.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minas Gerais lidera o ranking de\u00a0desastres naturais\u00a0entre todas as 27 unidades federativas do Brasil nos \u00faltimos 10 anos, de acordo com estudo feito pela\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":73727,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-73726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73726\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}