{"id":73902,"date":"2022-04-07T18:41:21","date_gmt":"2022-04-07T21:41:21","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/feira-rota-das-doceiras-estimula-cultura-e-divulga-tradicao-em-lagoa-santa\/"},"modified":"2022-04-07T18:41:21","modified_gmt":"2022-04-07T21:41:21","slug":"feira-rota-das-doceiras-estimula-cultura-e-divulga-tradicao-em-lagoa-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/07\/feira-rota-das-doceiras-estimula-cultura-e-divulga-tradicao-em-lagoa-santa\/","title":{"rendered":"Feira Rota das Doceiras estimula cultura e divulga tradi\u00e7\u00e3o em Lagoa Santa"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><\/div>\n<div>A Rota das Doceiras ficar\u00e1 mais perto para quem quer conhecer a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de doces e quitandas e poder saborear as iguarias mineiras feitas pelos moradores do Distrito de Lapinha, em Lagoa Santa, a 35 quil\u00f4metros de Belo Horizonte.<\/div>\n<\/div>\n<div> Um peda\u00e7o do vilarejo poder\u00e1 ser apreciado na primeira feira da Rota das Doceiras, que vai acontecer neste s\u00e1bado (9\/4), das 8h \u00e0s 16h, na rec\u00e9m revitalizada Pra\u00e7a Doutor Lund, Centro.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>As 12 doceiras atuantes no distrito v\u00e3o comercializar uma variedade de doces que, desde 2017, atrav\u00e9s do Conselho Municipal de Cultura e Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, tem o registro da pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o de doces e quitandas da Lapinha como Patrim\u00f4nio Imaterial do munic\u00edpio.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Junto com as 12 expositoras, no local vai ser montada uma cozinha rural que remete\u00a0\u00e0 vida do campo e promove um espa\u00e7o para as pessoas tirarem fotos do cen\u00e1rio e levarem de recorda\u00e7\u00e3o da primeira feira.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>De acordo com a coordenadora do Receptivo Tur\u00edstico da Lapinha, subordinado \u00e0 Secretaria de Cultura e Turismo de Lagoa Santa, Marta Soares, a pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o dos doces passou por gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> O in\u00edcio da t\u00e9cnica remete ao s\u00e9culo 18, por meio das jovens solteiras que no processo de prepara\u00e7\u00e3o para o casamento aprenderam com as freiras dos conventos e, a partir dali, ensinaram \u00e0s escravizadas que trabalhavam nas fazendas.<\/p><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A escolha do local se deu como forma de facilitar o acesso das pessoas a conhecer os produtos e sentirem vontade de conhecer o vilarejo que ficou fechado para visita\u00e7\u00e3o\u00a0devido \u00e0 pandemia da COVID-19.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>???A feira da Rota das Doceiras faz parte da retomada das atividades econ\u00f4micas do distrito e \u00e9 uma entrega de um projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc???.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<h3><b>Sabores e mem\u00f3rias da Lapinha<\/b><\/h3>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Marta Soares conta que a Rota das Doceiras \u00e9 uma iniciativa que visa promover a amplia\u00e7\u00e3o da economia local ,que est\u00e1 em uma regi\u00e3o onde est\u00e3o o Parque Estadual do Sumidouro, a Gruta da Lapinha e o Museu Arqueol\u00f3gico da Lapinha.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Com isso, foi organizado\u00a0um roteiro tur\u00edstico, com o mapeamento dos domic\u00edlios de diversos produtores locais. Nesse roteiro\u00a0\u00e9 poss\u00edvel visitar as casas, conhecer os quintais de onde saem as frutas dos doces, das geleias e dos licores, acompanhar e conhecer um pouco mais a respeito da produ\u00e7\u00e3o de doces, quitandas e artesanatos da regi\u00e3o da Lapinha.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>???O projeto Rota das Doceiras surgiu da necessidade de proteger o patrim\u00f4nio por meio do turismo gastron\u00f4mico e de experi\u00eancia. Vimos que pod\u00edamos oferecer ao\u00a0turista que visita a Gruta da Lapinha tamb\u00e9m conhecer a rota dos doces???, afirma Marta Soares, que tamb\u00e9m \u00e9 moradora do distrito e aprendeu com a m\u00e3e o gosto pela gastronomia local.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A coordenadora do Receptivo Tur\u00edstico da Lapinha conta que um de seus trabalhos tem como objetivo desenvolver projetos que promovam o local de forma a orientar os empreendedores do turismo de experi\u00eancias a pensarem em suas pr\u00e1ticas e identificarem formas de incrementar os neg\u00f3cios, transformando os servi\u00e7os em experi\u00eancias memor\u00e1veis para o visitante.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>????? faz\u00ea-lo se sentir em casa, apreciar uma mesa de caf\u00e9 colonial mineiro, visitar a horta cultivada pela fam\u00edlia e sair dali com o cora\u00e7\u00e3o envolvido na mem\u00f3ria afetiva???.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<h3><b>Tradi\u00e7\u00e3o e renda<\/b><\/h3>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Dentro da fam\u00edlia de Sebastiana Lourdes, conhecida como dona Fiota, tudo come\u00e7ou quando os sogros trabalhavam na fazenda Samambaia, pioneira na fabrica\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de goiabadas na regi\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Dona Fiota, de 63 anos, conta que para completar a renda da fam\u00edlia os sogros vendiam doces caseiros e rosquinhas para os oper\u00e1rios que trabalhavam no asfaltamento da estrada at\u00e9 a Gruta da Lapinha.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>???Durante esse per\u00edodo, eu e meu esposo aprendemos as receitas e ficamos por mais de 20 anos trabalhando juntos???.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A mais experiente atuante em vida da Rota das Doceiras, Laurinda Augusta, conhecida como dona L\u00f4ra, de 86, conta que o fazer dos doces foi aprendido ainda crian\u00e7a, quando era preciso subir em um banquinho para poder observar a tia preparando os bolos, biscoitos e sobremesas.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Com 40 anos de experi\u00eancia em comercializar os sabores da fam\u00edlia, dona L\u00f4ra conta que a vitalidade vem justamente da tradi\u00e7\u00e3o que envolve a transmiss\u00e3o dos saberes tradicionais da fam\u00edlia.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>???Vou poder levar para a feira no Centro de Lagoa Santa um pouco da tradi\u00e7\u00e3o que aprendi com a minha tia. Meu carro chefe ser\u00e1 o doce de pau de mam\u00e3o, mas levarei tamb\u00e9m para a feira\u00a0o doce de lim\u00e3o recheado com doce de leite, doce de ab\u00f3bora com coco, doce de laranja da terra e o doce de pequi com leite???.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<h3><b>Protegido pelo estado<\/b><\/h3>\n<div>A diretora de Turismo e Cultura conta que o atual registro da pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o de doces e quitandas da Lapinha como Patrim\u00f4nio Imaterial do munic\u00edpio ainda n\u00e3o est\u00e1 de acordo com as exig\u00eancias do Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Minas Gerais (Iepha) para ter o reconhecimento em n\u00edvel estadual.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Para obter o registro estadual com o prop\u00f3sito de aumentar a pontua\u00e7\u00e3o do ICMS Cultural, a diretora de Turismo e Cultura de Lagoa Santa est\u00e1 trabalhando um dossi\u00ea que vai registrar todo o m\u00e9todo de fazer e toda hist\u00f3ria centen\u00e1ria dos doces da Lapinha.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rota das Doceiras ficar\u00e1 mais perto para quem quer conhecer a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de doces e quitandas e poder saborear as iguarias\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":73903,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-73902","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73902","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73902"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73902\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73903"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}