{"id":75686,"date":"2022-04-10T16:34:07","date_gmt":"2022-04-10T19:34:07","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/conheca-os-kombeiros-pessoas-que-transformam-kombis-em-tetos-na-estrada\/"},"modified":"2022-04-10T16:34:07","modified_gmt":"2022-04-10T19:34:07","slug":"conheca-os-kombeiros-pessoas-que-transformam-kombis-em-tetos-na-estrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/10\/conheca-os-kombeiros-pessoas-que-transformam-kombis-em-tetos-na-estrada\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os &#8216;kombeiros&#8217;, pessoas que transformam kombis em &#8216;tetos&#8217; na estrada"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/18\/pjimage__36_.jpg\" alt=\"Cada vez mais baianos t\u00eam adaptado kombis para cair na estrada, como o casal Carolina e Felipe (\u00e0 esquerda) e o fot\u00f3grafo Pedro Nunes (\u00e0 direita)\" width=\"1280\" height=\"720\"\/><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O fasc\u00ednio era antigo: no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, o pai do jornalista e fot\u00f3grafo C\u00e9sar Marques, 50 anos, teve uma kombi corujinha, uma das primeiras gera\u00e7\u00f5es do carro que se tornou um dos mais amados do Brasil. Mesmo adulto, ainda tem as lembran\u00e7as das aventuras a bordo do ve\u00edculo. Quando crian\u00e7a, a kombi o encantava: era um carro enorme, bonito e cheio de charme.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com esse hist\u00f3rico, talvez o presente e o futuro de C\u00e9sar n\u00e3o sejam t\u00e3o inesperados assim: h\u00e1 pouco mais de dois anos, ele comprou uma kombi que virou seu plano de vida. Desde ent\u00e3o, \u00e9 nela que investe horas livres de seu tempo &#8211; seja para as melhorias e adapta\u00e7\u00f5es, seja nas viagens pelo interior da Bahia. ?? com a kombi que C\u00e9sar e a esposa, a empres\u00e1ria Tatiana, 40, planejam mudar de vida em um projeto de expedi\u00e7\u00e3o pela Am\u00e9rica.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???A kombi tem uma vantagem, porque ela entra em qualquer lugar. Em vez de ter uma caravana, uma sprinter, um carro maior, sempre quis come\u00e7ar esse projeto com a kombi???, e<\/strong>xplica o jornalista, que atualiza o perfil @jornalistanakombi no Instagram com as novidades e aventuras do ve\u00edculo.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A pandemia atrasou o come\u00e7o do projeto internacional: agora, o casal deve partir em 2023, quando termina seu contrato atual de trabalho e quando espera que as fronteiras de todos os pa\u00edses j\u00e1 n\u00e3o tenham restri\u00e7\u00f5es pela covid-19. At\u00e9 l\u00e1, contudo, ele vai fazendo roteiros por aqui &#8211; s\u00f3 na Bahia, a kombi j\u00e1 passou pela Chapada Diamantina e pelo Sul, al\u00e9m de por Sergipe.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/5\/7\/csm_pjimage__37__2c12752369.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>C\u00e9sar e Tatiana se preparam para percorrer a Am\u00e9rica<\/strong> (Fotos: Acervo pessoal)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Por mais que uma mudan\u00e7a de rotina como a de C\u00e9sar n\u00e3o seja comum, o movimento de pessoas que, como ele, largaram ou se preparam para largar a moradia convencional s\u00f3 aumenta no estado. Entre os ???kombeiros???, como alguns se chamam e s\u00e3o chamados, h\u00e1 de tudo um pouco: desde quem montou uma casa dentro do ve\u00edculo at\u00e9 quem pouco alterou a estrutura interna mas ainda usa a kombi como teto quando cai na estrada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Hoje, gra\u00e7as \u00e0 tecnologia, muitas pessoas conseguem ter essa vida online como n\u00f4made. De um ano para c\u00e1, muita coisa mudou. Muitas pessoas est\u00e3o construindo seus projetos, querendo cair na estrada e viver sua vida ou pessoas com casas est\u00e3o querendo curtir o fim de semana???, analisa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Reformas<\/strong><br \/> Kombis como a de C\u00e9sar s\u00e3o adaptadas de forma artesanal. Ele havia comprado uma do modelo furg\u00e3o, por R$ 7 mil, e a primeira coisa que fez foi o isolamento t\u00e9rmico com isopor, madeira e compensado naval. As mudan\u00e7as foram sendo feitas ao longo de seis meses com um investimento que ficou entre R$ 35 mil e R$ 40 mil.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Nunca tinha apertado um parafuso, nunca tinha feito nada em marcenaria???, lembra. A parte mec\u00e2nica deixou com uma oficina de confian\u00e7a. Mas, \u00e0 primeira vista, a principal diferen\u00e7a da kombi dele para um ve\u00edculo comum da mesma marca \u00e9 que os bancos s\u00e3o retirados e, no espa\u00e7o de aproximadamente 4m\u00b2, \u00e9 colocado o banco que serve tanto como sof\u00e1 quanto como cama.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para quem n\u00e3o sabe por onde come\u00e7ar, o YouTube tem uma infinidade de canais de pessoas que transformaram suas kombis &#8211; ou outros ve\u00edculos &#8211; em motorhomes. O pr\u00f3prio C\u00e9sar \u00e9 um deles. E ele recomenda que n\u00e3o tenham medo de investir no sonho. ???Faz bem para a cabe\u00e7a. ?? terapia. Voc\u00ea erra, acerta, xinga e, no final, sai a sua cara. O primeiro passo \u00e9 comprar uma kombi que n\u00e3o tenha muita coisa para fazer de chaparia e mec\u00e2nica. Depois, meter a m\u00e3o na massa e comprar os equipamentos???, orienta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para percorrer toda a Am\u00e9rica Latina e subir at\u00e9 os Estados Unidos e o Canad\u00e1, C\u00e9sar e a esposa t\u00eam feito uma reserva econ\u00f4mica ao longo dos anos. Al\u00e9m disso, v\u00e3o contar com um aluguel de um im\u00f3vel como renda fixa e registrar toda a viagem em conte\u00fados para podcast e v\u00eddeos para YouTube, que podem ser monetizados. Tamb\u00e9m fot\u00f3grafo, ele pretende oferecer servi\u00e7os como fotos aqu\u00e1ticas por onde passarem.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???A gente sabe que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se virar, como muita gente se vira, na estrada. Mas quem vai para a estrada tem que se planejar, saber por onde vai passar e ter uma reserva para imprevistos???, <\/strong>acrescenta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Juntos<\/strong><br \/> Em alguns pa\u00edses, a cultura dos chamados &#8216;motorhome&#8217; &#8211; as casas sobre rodas &#8211; j\u00e1 \u00e9 mais difundida. Esse \u00e9 o caso da Austr\u00e1lia, de onde veio a inspira\u00e7\u00e3o da psic\u00f3loga Carolina Almeida, 27, e do profissional de TI Felipe Cunha, 27. Os dois tinham feito um interc\u00e2mbio no pa\u00eds e, em 2019, compraram a primeira kombi.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"650\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/18\/carolina_almeida_e_felipe_cunha.jpg\" width=\"749\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Carolina e Felipe j\u00e1 est\u00e3o viajando pelo Brasil<\/strong> (Foto: Acervo pessoal)\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Quer\u00edamos esse estilo de vida, mas quando chegamos ao Brasil vimos que motorhomes s\u00e3o muito caros aqui, ent\u00e3o, tivemos que adaptar. Na primeira tentativa, n\u00e3o deu muito certo. Nossa fam\u00edlia surtou, ent\u00e3o vendemos a kombi. S\u00f3 em 2021 compramos outra e tornamos o sonho real&#8221;,<\/strong> contam.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O ve\u00edculo deles, de 2006, passou por adapta\u00e7\u00f5es que incluem a instala\u00e7\u00e3o de vaso sanit\u00e1rio port\u00e1til, chuveiro, barraca e fog\u00e3o. Por conta disso, eles n\u00e3o sabem ao certo o quanto gastaram ao longo do processo. Mas, desde que ficou pronta, a kombi saiu de Feira de Santana e j\u00e1 rodou localidades como Itacar\u00e9, Porto Seguro, Arraial d???Ajuda, Trancoso, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, onde est\u00e3o atualmente.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em breve, devem seguir em dire\u00e7\u00e3o ao Sul do Brasil e, depois, passar por todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. &#8220;Transformamos a kombi na nossa casa, inclusive, vendemos o apartamento que t\u00ednhamos na nossa cidade&#8221;, contam.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quando definiram que tocariam o projeto, come\u00e7aram a se organizar financeiramente. Cortaram gastos desnecess\u00e1rios e destinavam qualquer dinheiro que entrasse para constru\u00e7\u00e3o da kombi. Hoje, os dois ainda trabalham em suas \u00e1reas dentro do ve\u00edculo &#8211; como psic\u00f3loga, Carol atende online, enquanto Felipe presta servi\u00e7os de TI a uma empresa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CaH-LGrOl8c\/?utm_source=ig_embed&#038;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ver essa foto no Instagram<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por N2M| KOMBIHOME| CAROL E FELIPE (@nos2easmalas)<\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Claro que, no come\u00e7o, o processo de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi f\u00e1cil. O espa\u00e7o \u00e9 limitado, temos que aprender a viver com esse espa\u00e7o reduzido e continuar com nossas atividades normais, inclusive trabalhar. Mas nosso quintal tem sido o mundo. Acordar todo dia com uma vista diferente ou estar pela manh\u00e3 em um estado e \u00e0 noite em outro s\u00e3o coisas que n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o para n\u00f3s&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No m\u00eas passado, o CORREIO contou a hist\u00f3ria do casal <strong><\/strong><strong>Carina Moura, 28, e Eduardo Baruch, 31,<\/strong> que caiu na estrada com a kombi Let\u00edcia. Os dois pediram demiss\u00e3o dos trabalhos como assistente de incorpora\u00e7\u00e3o e na \u00e1rea de TI, respectivamente, para viver como n\u00f4mades. Sem calend\u00e1rios, os dois come\u00e7aram pela Chapada Diamantina e pretendem descer at\u00e9 o Sul do Brasil, visitando tamb\u00e9m Uruguai e Argentina.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mas, quando tiveram a ideia do projeto, a kombi chegou at\u00e9 a ser vetada. &#8220;A gente queria ter uma casa ambulante para essa vida de n\u00f4made, mas quem nunca teve kombi tem essa ideia de que \u00e9 um carro velho que s\u00f3 d\u00e1 problema. Mas, pesquisando, vimos que era o melhor custo benef\u00edcio e come\u00e7amos a ter mais amor&#8221;, conta Carina.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><img decoding=\"async\" alt=\"Partiu? Casal de Salvador larga tudo para morar em kombi viajando o pa\u00eds\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/0\/3\/csm_WhatsApp_Image_2022-02-22_at_19.09.56__1__0ca54d4b85.jpeg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Eduardo e Carina tiveram o Cap\u00e3o como primeiro destino (Foto: Paula Fr\u00f3es\/Arquivo CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Let\u00edcia \u00e9 um modelo 2008 e, antes de virar uma casa, tinha feito transporte escolar com 12 lugares. &#8220;Compramos por R$ 18 mil, muito mais barato do que qualquer outro carro. Chutaria que gastamos entre R$ 15 e R$ 20 mil (com as adapta\u00e7\u00f5es)&#8221;, diz Eduardo, citando procedimentos como a troca de \u00f3leo, correia, filtros, quatro pneus novos e os equipamentos &#8216;dom\u00e9sticos&#8217;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um dos investimentos foi para uma bateria capaz de carregar todos os equipamentos eletr\u00f4nicos &#8211; celulares, televis\u00e3o, computador &#8211; e que \u00e9 movida por uma placa solar instalada no teto do carro. Eles t\u00eam, ainda, fog\u00e3o, pia, uma caixa d&#8217;\u00e1gua, arm\u00e1rios e lumin\u00e1rias.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A prepara\u00e7\u00e3o para passar tanto tempo na estrada teve que incluir muito desapego. No guarda-roupa, por exemplo, priorizaram roupas de ver\u00e3o que s\u00e3o mais vers\u00e1teis e minimalistas. J\u00e1 que ainda devem demorar at\u00e9 chegar aos destinos mais frios, as roupas para essas temperaturas ficam embaladas a v\u00e1cuo. Utens\u00edlios de cozinha tamb\u00e9m s\u00e3o os mais b\u00e1sicos &#8211; n\u00e3o d\u00e1 para ter uma airfryer, por exemplo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CbGIN85pITn\/?utm_source=ig_embed&#038;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ver essa foto no Instagram<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Ent\u00e3o Vamo Nessa | Cari e Dudu (@entaovamonessa)<\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com as economias dos dois, conseguem se manter na estrada por at\u00e9 seis meses. No entanto, nesse per\u00edodo, t\u00eam feito investimentos em conte\u00fados para redes sociais e youtube. Al\u00e9m disso, Eduardo, que atuava na \u00e1rea TI, \u00a0tamb\u00e9m pensa em trabalhar \u00e0 dist\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Nosso objetivo tamb\u00e9m \u00e9 inspirar as pessoas e mostrar que existe outra forma. Se voc\u00ea est\u00e1 incomodado com seu estilo de vida hoje, n\u00e3o existe s\u00f3 CLT, existem outras possibilidades. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, \u00e9 trabalhoso, mas \u00e9 uma possibilidade tamb\u00e9m e, desde que a gente tomou essa decis\u00e3o, est\u00e1 muito mais feliz&#8221;, <\/strong>refor\u00e7a Carina.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Trabalho\u00a0<\/strong><br \/> Mas nem todo mundo pensa na kombi como casa. Para algumas pessoas, ela pode ser simplesmente um teto tempor\u00e1rio na estrada, durante uma viagem espec\u00edfica. Esse \u00e9 o caso do psic\u00f3logo e m\u00fasico Isaac Fiterman, 59, vocalista da banda Professor Doid\u00e3o e Os Aloprados.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Inicialmente, a ideia era adaptar mais a kombi que comprou h\u00e1 sete anos. Mas, quando se deu conta, o ve\u00edculo tinha se tornando &#8216;a kombi da banda&#8217; &#8211; ou praticamente o quinto elemento dela, j\u00e1 que passou a ser usado nas viagens para shows.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;A gente dormia na kombi, mas \u00e0s vezes nem dormia, porque ela era o centro das aten\u00e7\u00f5es ou a gente tinha algum lugar para ficar. Mas acabava ficando sempre como ponto de apoio&#8221;, <\/strong>conta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Nos \u00faltimos dois anos, por\u00e9m, a chamada Kombiruta ficou praticamente parada, j\u00e1 que a banda n\u00e3o vinha fazendo shows. A pandemia fez os integrantes ficarem reclusos. Isaac chegou a ter covid-19 duas vezes.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/18\/isaac_fiterman.jpeg\" width=\"720\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>A kombi de Isaac virou o quinto elemento da banda<\/strong> (Foto: Acervo pessoal)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;N\u00e3o \u00e9 um mar de rosas, porque \u00e9 um carro que est\u00e1 exposto. Mas voc\u00ea pode trabalhar dentro da kombi, vender arte em cada ponto. Antes de\u00a0fazer parte da banda, eu fazia o atendimento de psicoterapia \u00e0s vezes dentro da kombi. Voc\u00ea pode ter condi\u00e7\u00e3o de unir seu trabalho e sua vida. A felicidade tamb\u00e9m est\u00e1 dentro de uma kombi&#8221;. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O fot\u00f3grafo Pedro Nunes, 39, tamb\u00e9m encontrou uma forma de unir a paix\u00e3o pela kombi &#8211; um carro que admirava desde crian\u00e7a &#8211; ao seu trabalho. Ele procurava uma para comprar h\u00e1 quase cinco anos, quando recebeu um v\u00eddeo de um amigo com uma \u00e0 venda h\u00e1 alguns meses. Assim, por cerca de R$ 10 mil, arrematou uma kombi 1989, modelo furg\u00e3o, sem bancos no fundo.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Como eu sou fot\u00f3grafo e gosto muito de contar hist\u00f3rias, registrar pessoas e, claro, registrar essas hist\u00f3rias com imagens e textos, decidi juntar essas duas grandes paix\u00f5es. Pretendo fazer algumas viagens, inicialmente pela Bahia, para para levar fotografia impressa a quem n\u00e3o tem acesso a essa fotografia&#8221;, <\/strong>explica. O projeto ser\u00e1 divulgado atrav\u00e9s do perfil @fotokombinada no Instagram.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Para deixar a viagem mais confort\u00e1vel, Pedro instalou um sof\u00e1-cama, dois ventiladores na frente, um rack no teto e luzes. Quando conversou com o CORREIO, Pedro tinha feito a primeira viagem com a kombi &#8211; percorreu 620 quil\u00f4metros em tr\u00eas dias, de Eun\u00e1polis a Salvador, com paradas em Canavieiras e em Serra Grande, distrito de Valen\u00e7a.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"999\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/b\/8\/csm_WhatsApp_Image_2022-02-24_at_21.22.05_cc2e9faeeb.jpeg\" width=\"799\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Pedro comprou a kombi Virgulina para um projeto de fotografia<\/strong> (Foto: Pedro Nunes)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Ele diz que viajar na Virgulina &#8211; como sua kombi foi batizada &#8211; \u00e9 mais um passeio do que uma viagem de fato. Em pouco mais de 600 quil\u00f4metros, por exemplo, s\u00f3 fez cinco ultrapassagens e ficou com a velocidade m\u00e9dia de 90km\/h. &#8220;?? uma experi\u00eancia muito bacana e merece ser compartilhada e vivida por todo mundo, pelo menos uma vez na vida. A sensa\u00e7\u00e3o de apreciar a estrada com calma e maior intera\u00e7\u00e3o com a paisagem durante o percurso alimenta o desejo de continuar viajando&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/CaNj_Jtpj2Q\/?utm_source=ig_embed&#038;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ver essa foto no Instagram<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por Pedro Nunes (@fotokombinada)<\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Prepara\u00e7\u00e3o para cair na estrada inclui aspectos mec\u00e2nicos, financeiros e emocionais<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Se voc\u00ea ficou tentada ou tentado a cair na estrada s\u00f3 com uma kombi, deve lembrar que a prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 longa: vai da adapta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ve\u00edculo e da situa\u00e7\u00e3o financeira ao emocional. Quanto ao carro, \u00e9 poss\u00edvel encontrar kombis at\u00e9 de 2013, ano em que foi descontinuada, \u00e0 venda, como explica o engenheiro mec\u00e2nico Eduardo Tourinho, professor da UniRuy.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Tem que ter uma ideia do projeto que voc\u00ea quer, o que almeja com esse autom\u00f3vel. J\u00e1 vi projetos de R$ 3 mil e outros que gastam R$ 20 mil, R$ 30 mil. Escolha um bom carro, que tenha boas condi\u00e7\u00f5es e fa\u00e7a uma revis\u00e3o total dele. N\u00e3o deixe de lado a parte el\u00e9trica e o isolamento t\u00e9rmico geral&#8221;, <\/strong>orienta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Por isso, segundo o professor, \u00e9 importante saber a diferen\u00e7a: \u00e9 s\u00f3 para viagem ou \u00e9 para morar? Se for para morar, tem que pensar em um banheiro, como um vaso sanit\u00e1rio m\u00f3vel. &#8220;Tem muita gente nos Estados Unidos que trocou totalmente a resid\u00eancia fixa, em casas e apartamentos, por um motorhome. Mas l\u00e1 tem toda uma estrutura que permite morar em motorhome. Aqui, a gente ainda fica dependente de postos de gasolina&#8221;, pondera, citando ve\u00edculos que n\u00e3o t\u00eam chuveiro adaptado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quanto ao gasto de combust\u00edvel, algo t\u00e3o importante nos \u00faltimos tempos, a kombi pode at\u00e9 ter mais vantagens. &#8220;Por ter uma tra\u00e7\u00e3o traseira, ela desenvolve melhor e tem um aproveitamento melhor do combust\u00edvel do que os carros que t\u00eam tra\u00e7\u00e3o dianteira. Esse foi o pensamento da kombi, do fusca&#8221;, acrescenta o professor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para custear isso, o ideal \u00e9 que a pessoa tenha economias. Por isso, a economista e educadora financeira Nat\u00e1lia Maria Cruz explica que \u00e9 preciso de empenho para controlar o or\u00e7amento, arrumar as contas, enxugar gastos e anotar despesas. Mas, se n\u00e3o houver um prop\u00f3sito que d\u00ea sentido ao sonho, \u00e9 poss\u00edvel que algumas pessoas desistam no caminho.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Uma estimativa m\u00ednima de poupan\u00e7a para passar seis meses viajando como n\u00f4mades vai depender de cada pessoa.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 descobrir qual o montante total que voc\u00ea precisa e, a partir desse valor, organizar suas despesas atuais para juntar m\u00eas a m\u00eas mais um pedacinho da realiza\u00e7\u00e3o desse sonho???,<\/strong> diz.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Na internet, existem calculadoras de viagens no esquema de baixo custo. Nat\u00e1lia cita um desses exemplos em que um dia de viagem incluindo alimenta\u00e7\u00e3o, lazer e combust\u00edvel fique em torno de R$ 180. Assim, segundo ela, esse deve ser o ponto de partida: calculando 180 dias &#8211; seis meses &#8211; com custo de R$ 180 cada, a viagem sairia por R$ 32,4 mil.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A partir de ent\u00e3o, tendo uma no\u00e7\u00e3o do valor total, a etapa seguinte \u00e9 a ???m\u00e3o na massa??? da organiza\u00e7\u00e3o financeira: descobrindo o que pode vender para levantar dinheiro, quais contas podem ser economizadas e assumindo o compromisso de guardar todo m\u00eas uma quantia do sal\u00e1rio???, ensina, citando possibilidades de trabalho como ???bicos??? no setor de hotelaria, servi\u00e7os de limpeza e at\u00e9 o patroc\u00ednio atrav\u00e9s das redes sociais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ela, quem busca essa mudan\u00e7a de vida pode estar sendo influenciado por novos padr\u00f5es de comportamento &#8211; em especial, os da chamada Gera\u00e7\u00e3o Z (nascidos na segunda metade dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000), que questiona normas sociais como emprego fixo e prioriza aspectos como o minimalismo e a valoriza\u00e7\u00e3o das viv\u00eancias.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Acredito que essa gera\u00e7\u00e3o mais nova tem influenciado tamb\u00e9m as gera\u00e7\u00f5es anteriores. Traz um encorajamento na busca pela felicidade e na sua experimenta\u00e7\u00e3o de fato. Al\u00e9m disso, a pandemia do coronav\u00edrus e o isolamento social necess\u00e1rio tamb\u00e9m gerou reflex\u00f5es em alguns seres humanos???, opina.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De fato, a pandemia pode ter tido um papel importante para que algumas pessoas tomassem decis\u00f5es assim, na opini\u00e3o da psic\u00f3loga cl\u00ednica Isabella Barreto. &#8220;Ao se deparar com uma poss\u00edvel interrup\u00e7\u00e3o abrupta da pr\u00f3pria exist\u00eancia, elas decidem viver uma experi\u00eancia que \u00e9 uma aventura, algo in\u00e9dito&#8221;, afirma, ponderando que, diante do repert\u00f3rio e da subjetividade de cada um, situa\u00e7\u00f5es assim podem reverberar de formas diferentes.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Existe um apelo em rela\u00e7\u00e3o a viver hoje aquilo que voc\u00ea pode. &#8216;N\u00e3o deixe para amanh\u00e3 aquilo que voc\u00ea pode realizar hoje&#8217;. A pr\u00f3pria pandemia coloca essa condi\u00e7\u00e3o de viver o aqui e o agora. E como pensar numa seguran\u00e7a se seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 algo que existe? A gente \u00e9 mesmo colocado num conflito interno muito grande&#8221;, <\/strong>argumenta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m disso, atividades que se tornaram mais comuns na pandemia, como o home office, aumentam as possibilidades para pessoas que n\u00e3o querem viver no mesmo lugar. Ainda assim, ela pondera que os grupos que t\u00eam como seguir esse caminho ainda s\u00e3o minoria na sociedade. S\u00e3o pessoas que t\u00eam alguma liberdade ou autonomia e, ao mesmo tempo, n\u00e3o precisam de chancela social.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Mas \u00e9 importante a gente ter consci\u00eancia, refletir, levar em considera\u00e7\u00e3o inclusive o nosso n\u00e3o saber quando a gente vai decidir qualquer mudan\u00e7a ou perman\u00eancia&#8221;, diz. &#8220;Uma das coisas que esse movimento representa \u00e9 uma busca por viver, afinal de contas, 2020 e 2021 foram dois anos em que a gente teve que lidar com o n\u00e3o viver e com a morte de uma forma muito presente &#8211; tanto a morte real quanto a simb\u00f3lica&#8221;, acrescenta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O pr\u00f3prio confinamento &#8211; e a perman\u00eancia por muito tempo em um mesmo local &#8211; pode gerar uma demanda maior por novos cen\u00e1rios e por um sentimento de experimentar o novo. &#8220;As pessoas estavam sufocadas pela monotonia da paisagem, por estar 24 horas dentro de cada. Um carro \u00e9 bem verdade que \u00e9 um espa\u00e7o menor, mas a paisagem externa muda. Voc\u00ea tem a possibilidade de parar e descer, parar e caminhar&#8221;, completa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fasc\u00ednio era antigo: no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, o pai do jornalista e fot\u00f3grafo C\u00e9sar Marques, 50 anos, teve uma kombi corujinha,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":75687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-75686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75686"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75686\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}