{"id":77402,"date":"2022-04-13T06:30:41","date_gmt":"2022-04-13T09:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/04\/ouro-preto-ganha-museu-boulieu-com-acervo-do-barroco-internacional\/"},"modified":"2022-04-13T06:30:41","modified_gmt":"2022-04-13T09:30:41","slug":"ouro-preto-ganha-museu-boulieu-com-acervo-do-barroco-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/04\/13\/ouro-preto-ganha-museu-boulieu-com-acervo-do-barroco-internacional\/","title":{"rendered":"Ouro Preto ganha Museu Boulieu com acervo do barroco internacional"},"content":{"rendered":"<p>Quem visitar Ouro Preto, a partir de agora, vai encontrar na entrada da cidade mineira o novo Museu Boulieu, que ocupa as instala\u00e7\u00f5es do antigo Asilo S\u00e3o Vicente de Paulo e acolhe a cole\u00e7\u00e3o do casal que d\u00e1 nome \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1453751&#038;o=rss\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1453751&#038;o=rss\"\/><\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel levou quatro anos para ser conclu\u00edda, em fun\u00e7\u00e3o da pandemia de covid-19, e foi realizada pelo Instituto Pedra, organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolve a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<p>O patroc\u00ednio foi do Instituto Cultural Vale, que investiu no projeto cerca de R$ 8 milh\u00f5es por meio da Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, conhecida como Lei Rouanet. O novo equipamento ser\u00e1 inaugurado\u00a0hoje\u00a0(13) e ficar\u00e1 aberto ao p\u00fablico a partir de amanh\u00e3 (14), \u00e0s 10h.<\/p>\n<p>O diretor-presidente do Instituto Pedra, Luiz Fernando Almeida (Nando), informou que al\u00e9m da restaura\u00e7\u00e3o, coube \u00e0 institui\u00e7\u00e3o realizar a museografia, estudo das pe\u00e7as e montagem do projeto expogr\u00e1fico, entre outras a\u00e7\u00f5es. ???Foi um projeto integral???.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=284776:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/HI-GXR3KaEPT16uh3XiTCZLsy70=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/museu_boulieu1204222480.jpg?itok=VR-6EERh\" alt=\"MUSEU BOULIEU\" title=\"Nelson Kon\/Direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/HI-GXR3KaEPT16uh3XiTCZLsy70=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/museu_boulieu1204222480.jpg?itok=VR-6EERh\" alt=\"MUSEU BOULIEU\" title=\"Nelson Kon\/Direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><\/noscript>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=284776 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=284776-->MUSEU BOULIEU &#8211; <strong>Nelson Kon\/Direitos reservados<\/strong><!--END copyright=284776--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A edifica\u00e7\u00e3o tem \u00e1rea de quase 400m\u00b2 para exposi\u00e7\u00e3o no pavimento superior, compreendendo seis salas. No t\u00e9rreo, abriga sagu\u00e3o de entrada, bilheteria, caf\u00e9\/loja, sala multiuso, sala do Educativo, espa\u00e7os administrativos e reserva t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o, doada pelo casal Jacques e Maria Helena Boulieu, re\u00fane, em sua maioria, obras de origem asi\u00e1tica e latino-americana, com destaque para o per\u00edodo barroco. ???Principalmente o que a gente pode chamar de di\u00e1spora do barroco ib\u00e9rico para a \u00c1sia e para a Am\u00e9rica Latina. ?? um museu raro no Brasil, porque o acervo dele \u00e9 mais internacional do que brasileiro. ?? importante, porque est\u00e1 em Ouro Preto\u00a0e contextualiza o que a gente tem como fen\u00f4meno universal???, afirmou Nando Almeida.<\/p>\n<h2>Din\u00e2mica<\/h2>\n<p>O curador da exposi\u00e7\u00e3o foi Angelo Oswaldo, antes de se tornar prefeito de Ouro Preto. Estar\u00e3o em exibi\u00e7\u00e3o 1.050 pe\u00e7as do total de 2.500 da Cole\u00e7\u00e3o Boulieu. As pe\u00e7as restantes v\u00e3o possibilitar exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias e uma din\u00e2mica do pr\u00f3prio acervo. ???Voc\u00ea vai substituindo as pe\u00e7as em exposi\u00e7\u00e3o. ?? essa a ideia. H\u00e1 sempre um atrativo novo para o p\u00fablico???, disse ele.<\/p>\n<p>O museu \u00e9 gerido pelo Instituto Boulieu, criado com essa finalidade em 2008, sob o nome de Instituto Cultural Brasileiro do Divino Esp\u00edrito Santo (ICBDES).\u00a0<\/p>\n<p>No sagu\u00e3o, o visitante conhece a hist\u00f3ria do casal Boulieu e a origem da cole\u00e7\u00e3o. No piso superior, ele \u00e9 recebido, na entrada, por poemas de Fernando Pessoa e Luiz de Cam\u00f5es, na voz da cantora Maria Beth\u00e2nia.<\/p>\n<p>O diretor-presidente do Instituto Pedra disse que uma narrativa leva o p\u00fablico a uma viagem pelo novo caminho para as \u00cdndias, pelo Oriente, e depois chega \u00e0 Am\u00e9rica e ao Brasil. ???Chega \u00e0 alma das pessoas e encontra civiliza\u00e7\u00f5es que interagem com o barroco europeu, criando outra coisa???. Ali, com novos materiais e nova iconografia, o mundo ocidental se encontra e dialoga culturalmente com as tradi\u00e7\u00f5es milenares locais. ???As grandes navega\u00e7\u00f5es europeias contribu\u00edram para propagar a f\u00e9 e os imp\u00e9rios???, destacou.<\/p>\n<p>Para Nando Almeida, o mais interessante que o Museu Boulieu oferece ao p\u00fablico \u00e9 essa narrativa do olhar para fora do Brasil, para entender o processo todo como algo que ocorreu no mundo. ???Essa \u00e9 uma dimens\u00e3o. Outra \u00e9 que havia civiliza\u00e7\u00f5es e que isso gerou uma coisa nova. O barroco brasileiro, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 igual ao barroco portugu\u00eas. O barroco do altiplano andino n\u00e3o tem nada a ver com o barroco espanhol. Ele tem dimens\u00e3o pr\u00f3pria, que se deu exatamente a partir do encontro de v\u00e1rias culturas???.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=284779:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/slSyrwFSNJxlGFvoo9r-myxntOw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/museu_boulieu1204222483.jpg?itok=dhxrktOB\" alt=\"MUSEU BOULIEU\" title=\"Nelson Kon\/Direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/slSyrwFSNJxlGFvoo9r-myxntOw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/museu_boulieu1204222483.jpg?itok=dhxrktOB\" alt=\"MUSEU BOULIEU\" title=\"Nelson Kon\/Direitos reservados\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><\/noscript>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=284779 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=284779-->MUSEU BOULIEU &#8211; <strong>Nelson Kon\/Direitos reservados<\/strong><!--END copyright=284779--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo Almeida, o sincretismo religioso, sob o ponto de vista dogm\u00e1tico, tamb\u00e9m ocorreu no campo da representa\u00e7\u00e3o das artes. ???O museu est\u00e1 mostrando muito essas continuidades. Determinados elementos indianos est\u00e3o na tipologia imagin\u00e1ria crist\u00e3 da \u00c1sia, determinados elementos incas est\u00e3o na tipologia da pintura andina. Tudo isso permite que a gente tenha uma leitura mais complexa desse processo de extens\u00e3o dos imp\u00e9rios e da f\u00e9 dos europeus???.<\/p>\n<h2>Exposi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Fazem parte tamb\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o duas obras cedidas temporariamente pela Cole\u00e7\u00e3o Ivani e Jorge Yunes, inaugurando o Programa <em>Acervos em Di\u00e1logo<\/em>. Ao percorrer as salas, \u00e9 poss\u00edvel conhecer alguns dos desdobramentos do barroco pelo trajeto hist\u00f3rico po\u00e9tico proposto pelo curador: A f\u00e9 e o imp\u00e9rio conquistam o mar; O mundo encantado das \u00cdndias; Americanos de Norte a Sul sob o sinal da cruz; O brilho dos metais e a luz da religi\u00e3o; A Am\u00e9rica hisp\u00e2nica e o esplendor do culto; Os engenhos da arte no Brasil a\u00e7ucareiro; A palma barroca na m\u00e3o do povo; O eldorado no cora\u00e7\u00e3o da grande floresta; Esfera da opul\u00eancia e teatro da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Completa a programa\u00e7\u00e3o de abertura do novo espa\u00e7o a mostra tempor\u00e1ria <em>Aleijadinho &#8211; fotografias de Horacio Coppola<\/em>, feita em parceria com o Instituto Moreira Salles. O conjunto de fotografias retrata as obras do escultor brasileiro Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a partir da viagem feita por Coppola a Minas Gerais, em 1945.<\/p>\n<h2>Cole\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Ao longo de mais de 50 anos, o casal de colecionadores Jacques e Maria Helena Boulieu acumulou cerca de 2.500 pe\u00e7as, sendo a maior parte de arte sacra. Parte da cole\u00e7\u00e3o foi doada, em 2011, \u00e0 Arquidiocese de Mariana, atual donat\u00e1ria e propriet\u00e1ria do acervo. Segundo a Escritura P\u00fablica de Doa\u00e7\u00e3o, ???os bens doados s\u00e3o fora de com\u00e9rcio e devem ser permanentemente expostos no Museu Boulieu???.<\/p>\n<p>Em 2021, o casal entregou mais um lote de pe\u00e7as, desta vez ao Instituto Boulieu. Nesse novo lote foram doadas, al\u00e9m de esculturas e pinturas de tem\u00e1tica religiosa, pe\u00e7as utilit\u00e1rias, como mobili\u00e1rio, utens\u00edlios\u00a0dom\u00e9sticos de prataria inglesa e latino-americana, vasos de cer\u00e2mica, tecidos andinos, gravuras e fragmentos de entalhes. H\u00e1 tamb\u00e9m um pequeno conjunto de pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas pr\u00e9-colombianas.<\/p>\n<p>Tendo vivido boa parte da vida entre o Brasil e a Fran\u00e7a, o casal decidiu doar a cole\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o do museu em Ouro Preto, devido ao apre\u00e7o pela cidade, al\u00e9m da inten\u00e7\u00e3o de deixar o legado como parte do patrim\u00f4nio local que, com o acervo, ganhar\u00e1 vis\u00e3o internacional do barroco.<\/p>\n<h2>Servi\u00e7o<\/h2>\n<p>O Museu Boulieu fica na Rua Padre Rolim, 412. A institui\u00e7\u00e3o vai funcionar \u00e0s segundas, quintas e sextas-feiras e aos s\u00e1bados e domingos, das 10h \u00e0s 18h, com entrada a pre\u00e7os populares de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). ??s\u00a0ter\u00e7as-feiras, o museu n\u00e3o abre e, \u00e0s quartas, a entrada \u00e9 gratuita das 13h \u00e0s 22h.<\/p>\n<p>Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo <em>e-mail<\/em>\u00a0educativo@museuboulieu.org.br. Maiores informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas no<em> site<\/em> do museu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem visitar Ouro Preto, a partir de agora, vai encontrar na entrada da cidade mineira o novo Museu Boulieu, que ocupa as instala\u00e7\u00f5es do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":77403,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-77402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77402"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77402\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}