{"id":83991,"date":"2022-05-01T06:04:37","date_gmt":"2022-05-01T09:04:37","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/caminhos-do-emprego-nos-setores-e-regioes-de-minas\/"},"modified":"2022-05-01T06:04:37","modified_gmt":"2022-05-01T09:04:37","slug":"caminhos-do-emprego-nos-setores-e-regioes-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/01\/caminhos-do-emprego-nos-setores-e-regioes-de-minas\/","title":{"rendered":"Caminhos do emprego nos setores e regi\u00f5es de Minas"},"content":{"rendered":"<div>A recupera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios setores da economia em todo o estado abre novas vagas de emprego. Os \u00faltimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do fim de mar\u00e7o, divulgados pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia, sinalizavam o surgimento de mais de 36 mil postos de trabalho com carteira assinada espalhados por Minas Gerais. H\u00e1 setores em alta no recrutamento de profissionais com diferentes qualifica\u00e7\u00f5es, apesar de o estado ainda ter 1 milh\u00e3o de desempregados. O <b>Estado de Minas <\/b>mostra os setores que est\u00e3o contratando, as \u00e1reas onde h\u00e1 mais vagas e as regi\u00f5es de Minas em que h\u00e1 mais oportunidades de trabalho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ind\u00fastria continua sendo a l\u00edder na gera\u00e7\u00e3o de empregos, com saldo de mais de 8 mil postos nas v\u00e1rias regi\u00f5es do estado, de acordo com o Novo Caged. Para trabalhar no setor, a predomin\u00e2ncia \u00e9 para pessoas de 18 a 24 anos, embora a atividade empregue at\u00e9 49 anos, com exig\u00eancia do ensino m\u00e9dio completo. Em seguida, v\u00eam os profissionais de ci\u00eancias e artes, com mais de 6,2 mil postos, para pessoas de 30 a 39 anos e ensino superior. O setor de servi\u00e7os voltou a contratar em abund\u00e2ncia e saldo de mais de 5,6 mil vagas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Minas Gerais hoje incorpora todas as formas de trabalho e engajamento produtivo e est\u00e1 no mesmo compasso nacional. Tivemos um mercado que trava a partir do primeiro trimestre de 2015 at\u00e9 meados de 2017, quando houve aprova\u00e7\u00e3o da nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. A partir da\u00ed, houve crescimento do desemprego at\u00e9 a pandemia. Mas hoje constatamos que houve recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que houve na pandemia, com condi\u00e7\u00f5es melhores ao final de 2019, por\u00e9m com condi\u00e7\u00f5es ocupacionais diferentes de 2014???, ressalta L\u00facia Garcia, coordenadora da pesquisa de emprego e desemprego do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos S\u00f3cio-Econ\u00f4micos (Dieese).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os \u00faltimos levantamentos da Pesquisa Pnad Cont\u00ednua, do IBGE, j\u00e1 mostraram queda na desocupa\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, mais um alento para aqueles sem trabalho. Em seu menor patamar desde 2015, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no estado no trimestre encerrado em fevereiro foi de 9,4%, totalizando 1,07 milh\u00e3o de pessoas sem trabalho. A desocupa\u00e7\u00e3o apresentou queda de 0,7 pontos percentuais no comparativo com o trimestre anterior e tem rela\u00e7\u00e3o com o n\u00famero elevado de contrata\u00e7\u00f5es no per\u00edodo de fim de ano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Refer\u00eancia para o recrutamento de profissionais com qualifica\u00e7\u00e3o reduzida, o Sistema Nacional de Emprego (Sine-MG) lista mais de 7,4 mil vagas de empregos existentes em Minas Gerais. As regi\u00f5es do Tri\u00e2ngulo e do Alto Parana\u00edba s\u00e3o as que mais empregam, com 80% das vagas direcionadas ao setor industrial, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil e aos servi\u00e7os. Na Grande BH, mais de 2,6 mil oportunidades s\u00e3o oferecidas para as mesmas \u00e1reas, com sal\u00e1rios a partir de R$ 1,2 mil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Numa rotina que vem ocorrendo desde 2017, os novos empregos remuneram cada vez menos. ???O n\u00edvel ocupacional est\u00e1 crescendo acima do engajamento de pessoas novas no mercado de trabalho em todos os segmentos, como ind\u00fastria, agroneg\u00f3cios, com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Temos uma recupera\u00e7\u00e3o que cresce muito na informalidade, mas tamb\u00e9m percebemos avan\u00e7os no mercado formal, que \u00e9 mais devagar e intenso. Isso faz com que a seguran\u00e7a institucional e o rendimento dos trabalhadores sejam puxados para baixo???, afirma L\u00facia Garcia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Dificuldades\u00a0<\/b><\/div>\n<div>Morador do bairro Alto Vera Cruz, Alcides Pereira de Souza, de 59 anos, est\u00e1 na busca por novo emprego meses ap\u00f3s ser demitido na pandemia. ???Sempre trabalhei na \u00e1rea comercial, em livrarias e lojas de m\u00f3veis e roupas e como instrutor em oficinas. Temos muitas dificuldades, at\u00e9 porque vivemos na periferia, onde j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 tantas oportunidades. H\u00e1 muitas pessoas desempregadas aqui no Alto Vera Cruz, no Granja de Freitas e no Taquaril. Com a pandemia, tudo se agravou???, ressalta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A idade, segundo ele, \u00e9 um fator que adia a reinser\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho: ???As empresas hoje procuram pessoas de 30 a 35 anos para trabalhar. Por isso, a idade se torna empecilho. Al\u00e9m disso, como moramos num lugar distante, muitas empresas n\u00e3o querem pagar transporte at\u00e9 o trabalho, porque isso implicaria novos custos???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesse cen\u00e1rio dif\u00edcil, as empresas de recrutamento pedem que os trabalhadores se qualifiquem ao m\u00e1ximo para obter melhores sal\u00e1rios no futuro. Insatisfeito com a atual condi\u00e7\u00e3o, o atendente de restaurantes Cl\u00e1udio J\u00fanior Pereira, de 24, vem se esfor\u00e7ando para ter um novo trabalho no futuro: ???Trabalho h\u00e1 cinco anos nessa \u00e1rea. O que melhorou para a gente \u00e9 o pedido pela internet, que aumentou o faturamento da empresa e nossos ganhos. Mas estou estudando para fazer cursos, concursos e faculdade. Esse trabalho \u00e9 s\u00f3 mesmo para alavancar algo melhor???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesse sentido, \u00e1reas como tecnologia, log\u00edstica e o agroneg\u00f3cio despertam como potenciais geradoras de emprego ainda em 2022. Nessas \u00e1reas com remunera\u00e7\u00f5es maiores, certamente ser\u00e3o exigidas compet\u00eancias t\u00e9cnicas, no que diz \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, e comportamentais, relacionadas ao perfil profissional. ???Vemos uma alta exig\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 de curso superior, mas uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ou MBA. Quando falamos de cargos de gest\u00e3o, essas exig\u00eancias ficam cada vez mais complexas. Essas forma\u00e7\u00f5es e especializa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito importantes. Quando falamos de multinacionais de fora, para esses profissionais no contexto de n\u00edvel superior, o ingl\u00eas \u00e9 muito importante???, explica Fabiana Klauss, gerente comercial do Grupo Selpe, empresa que atua na sele\u00e7\u00e3o de profissionais para empresas da iniciativa privada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Na parte comportamental, vemos compet\u00eancias emocionais hoje sendo muito exigidas, como a intelig\u00eancia emocional, flexibilidade, estabilidade, resili\u00eancia para lidar com cen\u00e1rios de adversidades e competi\u00e7\u00e3o corporativa. Para cargos estrat\u00e9gicos, essa vis\u00e3o de neg\u00f3cios tem sido requisitada. O cen\u00e1rio de emprego vem mudando e as empresas est\u00e3o exigindo cada vez mais???, acrescenta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Idade\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\u00a0Para o p\u00fablico acima de 50 anos, o caminho torna-se mais \u00e1rduo. L\u00facia Garcia, coordenadora do Dieese, diz que as oportunidades ainda s\u00e3o m\u00ednimas, o que exige mais criatividade: ???As pessoas com mais de 50 anos que tiveram uma trajet\u00f3ria voltada para ocupa\u00e7\u00f5es de n\u00edvel superior e maior contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e que n\u00e3o atingiram a aposentadoria est\u00e3o voltando ao mercado na condi\u00e7\u00e3o de consultores ou terceirizados no segmento p\u00fablico. Al\u00e9m disso, aqueles que v\u00eam numa linha de trabalho mais dif\u00edcil t\u00eam uma tend\u00eancia de viver na informalidade, na condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia, pois poucos postos t\u00eam sido gerados para essa faixa et\u00e1ria???.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recupera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios setores da economia em todo o estado abre novas vagas de emprego. 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