{"id":88637,"date":"2022-05-02T20:04:13","date_gmt":"2022-05-02T23:04:13","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/restaurado-em-4k-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-sera-exibido-em-cannes\/"},"modified":"2022-05-02T20:04:13","modified_gmt":"2022-05-02T23:04:13","slug":"restaurado-em-4k-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-sera-exibido-em-cannes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/02\/restaurado-em-4k-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-sera-exibido-em-cannes\/","title":{"rendered":"Restaurado em 4K, Deus e o Diabo na Terra do Sol\u00a0ser\u00e1 exibido em Cannes"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Em 2019, ap\u00f3s anos de um mergulho profundo na hist\u00f3ria do cinema brasileiro, o produtor Lino Meireles se uniu \u00e0 diretora Paloma Rocha, filha de Glauber Rocha, para restaurar em vers\u00e3o 4K uma das principais obras do cinema brasileiro: Deus e o Diabo na Terra do Sol. O projeto foi finalizado em 2022, mais de 40 anos depois da morte do realizador baiano. O longa-metragem foi selecionado para o 75\u00ba Festival de Cannes (17 a 28 de maio) e ser\u00e1 exibido na se\u00e7\u00e3o Cannes Classics, dedicada a filmes cl\u00e1ssicos e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cinematogr\u00e1fico mundial.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo longa-metragem de Glauber, considerado um marco do Cinema Novo, Deus e o Diabo na Terra do Sol\u00a0estreou mundialmente na competi\u00e7\u00e3o do mesmo festival, em 1964, sendo indicado \u00e0 Palma de Ouro. O filme foi lan\u00e7ado nos cinemas do Brasil em julho do mesmo ano. O legado do diretor inclui longas-metragens como Barravento\u00a0(1962), Terra em Transe\u00a0(1967), O Drag\u00e3o da Maldade Contra o Santo Guerreiro\u00a0(1969), O Le\u00e3o de Sete Cabe\u00e7as\u00a0(1970), entre outros.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">????? um ciclo completo para a nossa restaura\u00e7\u00e3o, onde o filme ser\u00e1 reexibido pela primeira vez no mesmo local em que estreou. Que seja um novo chamado de resist\u00eancia cultural???, afirma o produtor Lino Meireles, diretor do premiado longa-metragem ???Candango: Mem\u00f3rias do Festival???. ???Num pa\u00eds com a cultura t\u00e3o depreciada, com a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica sofrendo ataques, fizemos um esfor\u00e7o de contracorrente. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque o filme tem a for\u00e7a pr\u00f3pria dele???, explica a diretora Paloma Rocha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A escolha pela obra foi feita n\u00e3o apenas por sua import\u00e2ncia para a cultura nacional, mas pelo fato de sua \u00faltima vers\u00e3o digitalizada ter sido feita em 2002, com qualidade inferior \u00e0 atual. O novo restauro foi realizado na Cinecolor, empresa parceira da Cinemateca Brasileira, onde estava armazenada a c\u00f3pia em pel\u00edcula ??? cinco latas de negativos 35mm em perfeitas condi\u00e7\u00f5es. Apesar disso, parte da obra de Glauber foi perdida no inc\u00eandio que atingiu um dos galp\u00f5es da Cinemateca, em S\u00e3o Paulo, em julho de 2021.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Deus e o Diabo na Terra do Sol\u00a0mescla influ\u00eancias liter\u00e1rias de Graciliano Ramos, Jos\u00e9 Lins do Rego e ???Os Sert\u00f5es???, de Euclides da Cunha. Na trama,o vaqueiro Manuel (Geraldo del Rey) e sua esposa Rosa (Yon\u00e1 Magalh\u00e3es) fogem para o sert\u00e3o depois que ele mata um coronel que tenta engan\u00e1-lo. No ermo brasileiro, violento e assolado pela seca, eles encontram duas figuras ic\u00f4nicas: Sebasti\u00e3o, que se diz divino, e Corisco, que se descreve como demon\u00edaco. Amarrar seus destinos com essas figuras \u00e9 uma decis\u00e3o tr\u00e1gica, no entanto, pois o mercen\u00e1rio Antonio das Mortes est\u00e1 em seu encal\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, ap\u00f3s anos de um mergulho profundo na hist\u00f3ria do cinema brasileiro, o produtor Lino Meireles se uniu \u00e0 diretora Paloma Rocha, filha\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":88638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-88637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}