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Itália julga seis agentes por atraso em resgate de migrantes que terminou com 94 mortos

Itália julga seis agentes por atraso em resgate de migrantes que terminou com 94 mortos
Itália julga seis agentes por atraso em resgate de migrantes que terminou com 94 mortos

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Quatro policiais e dois funcionários da Guarda Costeira da Itália começaram a ser julgados nesta sexta-feira (30), em Crotone, no sudeste do país, acusados de atraso no resgate de uma embarcação com migrantes em 2023. O naufrágio deixou ao menos 94 mortos, o pior registro na Itália nos últimos dez anos.

A tragédia ocorreu na costa da Calábria, quando a embarcação encalhou nas rochas em frente à cidade de Cutro, em 26 de fevereiro de 2023. Entre as vítimas estavam 35 crianças. Cerca de 80 pessoas sobreviveram, mas as autoridades calculam que o número de mortos pode ser maior, já que alguns corpos não foram encontrados.

Os réus — quatro oficiais da Guardia di Finanza e dois membros da Guarda Costeira — respondem por homicídio culposo e naufrágio por negligência, crimes previstos no código penal italiano.

O barco, superlotado, partiu da Turquia e transportava migrantes do Afeganistão, Irã, Paquistão e Síria. Segundo a acusação, as autoridades foram alertadas sobre a situação com horas de antecedência, mas não houve uma operação de busca e resgate.

Um avião da Frontex identificou o barco em dificuldades pouco depois das 23h, a cerca de 38 quilômetros da costa, e comunicou as autoridades italianas. Posteriormente, um navio da Guardia di Finanza foi enviado à área, mas retornou devido às condições climáticas adversas. Cerca de quatro horas depois, a embarcação bateu nas rochas próximas à praia.

Os promotores afirmam falhas de comunicação e atraso na resposta após inicialmente tratarem o caso como uma operação policial marítima, e não como uma missão de resgate.

Este caso reacende o debate sobre a responsabilidade das autoridades no resgate de migrantes e a forma como são tratados episódios dessa natureza. Compartilhe sua opinião nos comentários.

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