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Alice Portugal diz ser “estarrecedora” decisão do TJMG de absolver acusado por estuprar menina de 12 anos

Alice Portugal diz ser “estarrecedora” decisão do TJMG de absolver acusado por estuprar menina de 12 anos
Alice Portugal diz ser “estarrecedora” decisão do TJMG de absolver acusado por estuprar menina de 12 anos

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Meta descrição: Deputada Alice Portugal repudia decisão do TJMG que absolveu um homem de 35 anos envolvido com uma menina de 12 em Indianópolis; CNJ abre apuração; protestos ocorrem em Belo Horizonte. Palavras-chave: Alice Portugal; TJMG; estupro de vulnerável; Indianópolis; CNJ; protestos; justiça.

Em postagem nas redes sociais, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, manifestou repúdio à decisão recente do TJMG de absolver um homem de 35 anos que mantinha relação com uma menina de 12 anos, em Indianópolis (MG).

Para Alice Portugal, a decisão é “estarrecedora”, e aponta que o Poder Judiciário utiliza conceitos arcaicos para tentar legitimar o crime de estupro de vulnerável.

“A lei brasileira é clara e absoluta: abaixo dos 14 anos, NÃO existe consentimento. Tentar romantizar essa violação sob a justificativa de ‘constituição de núcleo familiar’ é um retrocesso civilizatório. Não existe ‘família’ onde há abuso; existe crime”, afirmou a deputada baiana.

A deputada disse ainda que, ao absolver o agressor, o sistema judiciário brasileiro “falha com a vítima e comete uma violação institucional secundária, enviando uma mensagem perigosa de impunidade para toda a sociedade”.

O TJMG entendeu que o réu e a vítima tinham um “vínculo afetivo consensual” e derrubou a sentença de primeira instância que havia condenado o suspeito a nove anos e quatro meses de prisão. A decisão gerou um intenso debate jurídico, além de forte repercussão contrária nas redes sociais desde a última sexta-feira (20).

No entendimento do órgão, o acusado mantinha um “casamento” com a jovem, que teria sido autorizado pelos pais. Além do homem, a mãe da menina também havia sido acusada e também conseguiu absolvição.

Neste domingo (22), a sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte, foi alvo de protestos. Imagens mostram mulheres com cartazes e ursos de pelúcia no local. Um dos comunicados trazia a frase: “criança não é esposa”.

Neste fim de semana, a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) determinou a abertura de uma apuração sobre a decisão do TJMG. O TJMG e o desembargador responsável pelo caso, Magid Nauef Láuar, têm cinco dias para prestar esclarecimentos iniciais ao CNJ, conforme determinação do ministro Mauro Campbell Marques.

Compartilhe seus pensamentos sobre o tema nos comentários: qual é a sua leitura sobre a decisão, o debate público e as medidas disciplinares em curso?

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