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CNDH delibera pela inclusão da JBS na “lista suja” do trabalho escravo

CNDH delibera pela inclusão da JBS na “lista suja” do trabalho escravo
CNDH delibera pela inclusão da JBS na “lista suja” do trabalho escravo

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O Conselho Nacional dos Direitos Humanos deliberou pela inclusão da JBS no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como a lista suja do trabalho escravo no Brasil. A decisão ocorre após a Justiça ter determinado, em dezembro do ano passado, que o nome da empresa fosse incluído no cadastro. Naquela ocasião, houve uma tentativa do governo federal de barrar a divulgação por motivações políticas e econômicas, e não por critérios técnicos ou legais.

Na última segunda-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender que a JBS permaneça fora da lista. Segundo ele, haveria fragilidades na condução do processo administrativo que poderiam ser questionadas judicialmente.

Para o CNDH, porém, esse tipo de intervenção pode comprometer a autonomia da Auditoria-Fiscal do Trabalho, enfraquecer a política nacional de combate ao trabalho escravo e criar uma instância recursal não prevista na legislação. O órgão também alerta para o risco de retrocesso institucional e para o possível descumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área de direitos humanos.

A recomendação foi proposta pelo conselheiro Ismael Cesar e pela presidente do CNDH, Ivana Leal. Além do Ministério do Trabalho, a recomendação foi enviada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Banco Central do Brasil, com pedido de acompanhamento e adoção de medidas que assegurem a efetividade da política de enfrentamento ao trabalho escravo no país.

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