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Quatro estudantes são presos após queimaduras em calouros durante trote

Quatro estudantes são presos após queimaduras em calouros durante trote

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Quatro estudantes de medicina veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram presos em flagrante nesta quinta-feira (31) após trote que causou queimaduras na pele de cerca de 20 calouros.

Os veteranos foram detidos suspeitos dos crimes de lesão corporal grave e constrangimento ilegal. O caso aconteceu no campus de Palotina, no oeste do estado.

De acordo com informações do g1, o delegado Pedro Lucena investiga o caso e afirma que também serão apurados os crimes de tortura e cárcere privado.

O caso

Cerca de 20 alunos da Universidade Federal do Paraná apresentaram queimaduras na pele após um trote organizado por alunos do curso de medicina veterinária, na quarta-feira (30).

A Polícia Civil informou ao g1 que o evento era uma recepção aos calouros por parte dos veteranos, que passaram nos estudantes um produto não identificado, que estava dentro de garrafas de creolina. Uma das alunos, que inalou o produto, desmaiou.

Os alunos feridos foram levados para o Hospital Municipal de Palotina, que informou que eles tiveram queimaduras de 1° e 2° grau. Vinte e um estudantes foram encaminhados, dos quais 20 já foram liberados, na noite da quarta. A jovem que inalou o produto desconhecido ficou em observação até a manhã da quinta (31).

A UFPR abriu um processo administrativo para apurar a responsabilidade do ocorrido. Três suspeitos foram identificados, segundo a polícia. O reitor se pronunciou em vídeo divulgado nesta quinta.

“Apresento minha solidariedade tanto aos alunos e alunas, quanto aos seus familiares que sofreram essa violência injustificável no momento do trote. A insatisfação da universidade é imensa porque temos trabalhado continuamente nos últimos anos para que haja tolerância zero com relação a esse tipo de atitude na recepção dos nossos estudantes. Quero assegurar aos alunos e estudantes, como a toda comunidade que nós faremos uma apuração imediata e rigorosa das responsabilidades para que isso não possa se repetir”, disse Ricardo Marcelo da Fonseca.

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