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Itamaraty critica “traidores da Pátria” em nota sobre tarifas dos EUA

Itamaraty critica “traidores da Pátria” em nota sobre tarifas dos EUA
Itamaraty critica “traidores da Pátria” em nota sobre tarifas dos EUA

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Mundo

Sem citar nomes, o Itamaraty afirmou que as tarifas dos EUA contra o Brasil são resultado de uma tentativa de interferência no país

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Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MRE
Palácio do Itamaraty

O Itamaraty reagiu às ações norte-americanas com uma nota diplomática dura, chamando as tarifas dos EUA contra o Brasil de reflexo de uma tentativa de interferência externa. O conjunto de medidas envolve propostas de tarifa de 25% e investigações que apontam para possíveis impactos por questões de trabalho, num contexto de tensão entre Brasília e Washington.

“Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifário tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”,

afirma a diplomacia brasileira na nota divulgada nesta quarta-feira (24/6).

A nota, porém, não cita nomes, mantendo o tom institucional diante de um momento de acirramento entre os governos. O Itamaraty ressaltou que a posição é defesa do interesse nacional e que as ações dos EUA repercutem diretamente na relação bilateral.

No início do mês, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apresentou a proposta de aplicar 25% de tarifa contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida ainda está em discussão pelo governo americano. Paralelamente, o USTR concluiu outra investigação que recomenda tarifas de 10% a 12,5% contra produtos brasileiros em resposta a alegações de trabalho forçado.

Em abril de 2025, o Brasil foi incluído no conjunto de tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que hoje está em seu segundo mandato. À época, produtos brasileiros foram taxados em 10%. Meses depois, em julho, a alíquota subiu para 50%. Em carta dirigida ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, Trump citou o julgamento de Jair Bolsonaro como um dos fatores que influenciaram a decisão; contudo, a medida foi derrubada pela Justiça dos EUA.

O governo brasileiro atribui as tarifas às ações de Eduardo Bolsonaro, na época deputado federal, e do jornalista Paulo Figueiredo, que, segundo Brasília, atuaram junto a autoridades americanas para angariar apoio contra decisões do STF.

“O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”

completa o Itamaraty.

A situação expõe uma relação tensa entre Brasília e Washington, com repercussões para o comércio e para a percepção pública sobre a tributação externa. Qual é a sua leitura sobre esse confronto entre tarifas, pressões políticas e decisões judiciais? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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