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Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, Roberto Tibiriçá, morre aos 72 anos

Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, Roberto Tibiriçá, morre aos 72 anos
Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, Roberto Tibiriçá, morre aos 72 anos

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Resumo: Falece aos 72 anos o maestro Roberto Tibiriçá, em São Paulo, na madrugada deste sábado (3). Regente titular e diretor musical da OSP desde 2022, ele teve carreira marcada por atuação nacional e internacional. Última apresentação da OSP ocorreu em Londrina (PR) em 16 de julho de 2026.

São Paulo — O maestro Roberto Tibiriçá faleceu na madrugada deste sábado, 3, na capital paulista, aos 72 anos. O regente estava internado na cidade em decorrência de um câncer. Desde 2022, ele ocupava os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).

A última apresentação de Tibiriçá ocorreu em 16 de julho de 2026, na cidade de Londrina (PR), quando esteve à frente da OSP durante o concerto do projeto Guaíra para Todos. A morte do maestro provocações de reação da OSP, da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e do Teatro Guaíra. Em homenagem, Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, destacou que o legado do maestro permanecerá vivo em cada músico, concerto e pessoa tocada por sua música.

Com mais de quatro décadas dedicadas à música clássica, Tibiriçá iniciou seus estudos artísticos como pianista aos oito anos de idade. Posteriormente, aprofundou-se na regência sob a orientação do maestro Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou por 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Sua atuação internacional incluiu o posto de regente assistente no Theatro Nacional de São Carlos em Lisboa (entre 1984 e 1985), além de conduzir conjuntos como a Orquestra Metropolitana de Lisboa. No Brasil, liderou instituições de grande relevância, como a OSB e a Petrobras Pró-Música.

A partir de 1974, Tibiriçá atuou como diretor artístico em gravadoras brasileiras, desempenhando papel pioneiro na gravação de repertório erudito. Entre suas realizações fonográficas, destaca-se a produção do único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, inteiramente dedicado a músicas brasileiras, registrado no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

No final dos anos 1980, fundou a Orquestra Nova Filarmonia, em São Paulo, grupo que acompanhou o tenor italiano Luciano Pavarotti.

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