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Contraposição no MPF questiona pedido de Erika Hilton para banimento do Grok por supostas falhas de moderação

Contraposição no MPF questiona pedido de Erika Hilton para banimento do Grok por supostas falhas de moderação
Contraposição no MPF questiona pedido de Erika Hilton para banimento do Grok por supostas falhas de moderação

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Uma contraposição protocolada no Ministério Público Federal contesta a representação da deputada Erika Hilton (PSOL) que pede o banimento imediato da ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada à plataforma X, por suposta facilitação na criação de deepfakes pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.

O documento é assinado pelo advogado Ricardo Ribeiro Feltrin, que se apresenta como “cidadão potencialmente prejudicado”. Ele sustenta que o pedido de Erika Hilton “excede o necessário” e viola o princípio da proporcionalidade, argumentando que a alegação de falhas de moderação é séria, mas não justificaria suspender a ferramenta integralmente.

Feltrin destaca a diferença entre reconhecer problemas técnicos e impor uma solução drástica. “Entre a constatação de um problema técnico e a imposição de uma solução que desabilita a ferramenta para milhões de usuários legítimos existe uma lacuna de proporcionalidade que a jurisprudência democrática contemporânea não tolera”, escreveu.

O advogado ainda defende que democracias consolidadas não costumam adotar banimentos imediatos em situações de falhas de moderação, propondo medidas proporcionais ao problema apresentado.

As informações são do Metrópoles.

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