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Vorcaro usou portal para “esquentar” vazamento de inquérito sobre prisão dele na primeira fase de ação da PF

Vorcaro usou portal para “esquentar” vazamento de inquérito sobre prisão dele na primeira fase de ação da PF
Vorcaro usou portal para “esquentar” vazamento de inquérito sobre prisão dele na primeira fase de ação da PF

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Resumo: O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usou o portal O Bastidor para “esquentar” a informação de que seria alvo de uma operação da Polícia Federal, segundo apuração da PF. Ele teria tido acesso às informações sobre o inquérito sigiloso aberto contra o Master e, após a publicação, entrou com um pedido na Justiça Federal para tentar impedir a própria prisão, já determinada.

Segundo a jornalista Malu Gaspar, do O Globo, a representação da PF que embasou a prisão afirma que o hackeamento dos sistemas internos da PF e da Procuradoria-Geral da República revelou a Vorcaro que havia um inquérito sigiloso sobre fraude na 10ª Vara Federal de Brasília, chefiada pelo juiz Ricardo Leite.

O Bastidor publicou a informação às 11h08 de 17 de novembro. Cerca de cinco horas e meia depois, a defesa de Vorcaro enviou à Justiça Federal uma petição dirigida à 10ª Vara Federal e a Ricardo Leite, posicionando-se contra medidas cautelares que poderiam causar impacto relevante ao Master.

A ordem de prisão de Vorcaro já havia sido assinada pelo mesmo juiz 18 minutos antes, segundo o material da PF.

A PF aponta conversas entre Vorcaro e o jornalista Diego Escosteguy, afirmando que o repórter recebia dinheiro de DBV para publicar informações de interesse do banqueiro. Em uma planilha, havia referência ao nome de Vorcaro e a ordem de pagamento de 2 milhões.

Este caso evidencia a complexidade da relação entre autoridades, imprensa e interesses corporativos, com desdobramentos ainda em andamento. Compartilhe sua visão nos comentários sobre o tema.

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