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Familiares de Vorcaro sofrem outra derrota na Justiça, agora em SP

Familiares de Vorcaro sofrem outra derrota na Justiça, agora em SP
Familiares de Vorcaro sofrem outra derrota na Justiça, agora em SP

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Resumo executivo: O TJSP negou novo recurso de Henrique Vorcaro e de sua filha Natália para suspender o protesto de bens ligado à liquidação do Banco Master, mantendo bloqueios sobre ativos da família enquanto avançam as apurações.

Reprodução/Facebook
Henrique Vorcaro era controlador financeiro do Master

A decisão, proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, determinou a averbação do protesto em 29 participações societárias, 16 imóveis localizados em Belo Horizonte, Ouro Preto e Nova Lima, além de registros de veículos em nome de Henrique Vorcaro e de Natália Vorcaro, esposa do empresário Fabiano Zettel. O liquidante do Banco Master sustenta que esses bens teriam sido adquiridos com recursos desviados da instituição.

Os Vorcaros buscaram suspender a decisão com efeito suspensivo, apresentando embargos de declaração ao afirmar que não eram acionistas do Master nem parte da liquidação extrajudicial. Na quinta-feira, a 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial rejeitou os embargos e manteve o indeferimento da suspensão. O relator, Paulo Roberto Grava Brazil, explicou que a suspensão exigiria o demonstrar o “perigo de dano”, critério não atendido, pois o protesto, por si só, não impede o uso dos ativos, apenas aponta a disputa jurídica.

Paralelamente, o liquidante moveu processo contra Henrique e Natália na Flórida, nos EUA, envolvendo uma mansão adquirida por US$ 32 milhões, apontada como adquirida com recursos desviados do Banco Master.

Na terça (16), a Segunda Turma do STF, por maioria, manteve a prisão de Henrique Vorcaro, destacando a necessidade de impedir a continuidade de atividades ilícitas e preservar a integridade das investigações, diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga. Henrique está preso desde 14 de maio, segundo a Polícia Federal, que aponta que ele e o filho Daniel teriam ocultado credores pelo menos R$ 2,2 bilhões, mesmo com o andamento das apurações.

O caso mostra uma rede de ativos — participações, imóveis e veículos — sendo alvo de medidas para evitar que bens sejam usados para quitar dívidas oriundas de fraudes no Banco Master, enquanto as investigações seguem em curso.

E você, qual a sua opinião sobre o equilíbrio entre manter bens bloqueados para preservar a investigação e assegurar o direito de defesa? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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