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Mãe acusa negligência após bebê morrer cinco minutos após parto no PI

Mãe acusa negligência após bebê morrer cinco minutos após parto no PI
Mãe acusa negligência após bebê morrer cinco minutos após parto no PI

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Resumo curto: uma mãe de 22 anos, com 39 semanas de gestação, afirma que a morte de sua recém-nascida, minutos após o parto, foi resultado de negligência médica no Hospital Regional Justino Luz, em Picos (PI). O MPPI investiga possível falha na obstetrícia; o hospital sustenta que a condução do parto seguiu diretrizes, com a médica presente no setor e sem abandono do atendimento.

ReproduçãoWeb
Mãe acusa negligência após bebê morrer cinco minutos após parto no PI

Ao todo, a família descreve um desfecho trágico: a parturiente chegou com 39 semanas de gestação no hospital, houve dilatação normal até a troca de plantão, e, segundo a denúncia, a médica que atendia teria deixado a sala em diversos momentos. Mesmo com solicitações de cesariana devido ao cansaço extremo, o procedimento teria sido negado. Horas depois, a recém-nascida nasceu em estado gravísso e faleceu cerca de cinco minutos após o parto. A mãe, segundo o relato, pediu avaliação para alta e participação no velório, mas a liberação ocorreu apenas após intervenção da assistente social.

O boletim de ocorrência lembra divergências entre os horários do prontuário e a documentação hospitalar, alimentando desconfianças sobre a qualidade do registro clínico.

A resposta do hospital

O Hospital Regional Justino Luz afirmou que a escolha da via de parto é ato médico privativo, dependente do diagnóstico obstétrico, e que a paciente foi admitida com evolução obstétrica compatível com a normalidade. A direção sustenta que a condução do parto por via vaginal está de acordo com diretrizes nacionais e internacionais, e que houve acompanhamento durante toda a internação. A equipe destaca que a médica estava no setor obstétrico, próxima à sala de parto, com disponibilidade imediata para avaliação, sem evidência de abandono do atendimento.

“Nesse contexto, a manutenção da condução do parto por via vaginal configurava a conduta recomendada pelas diretrizes nacionais e internacionais vigentes.”

A gestora também informou que a médica está no último mês de residência em ginecologia e obstetrícia, com registro regular no CRM. O CRMsustenta que uma sindicância foi instaurada para apurar o caso. O hospital enfatiza ainda que, segundo as diretrizes, a avaliação obstétrica pode ser realizada por enfermeira obstetra e que não houve abandono assistencial.

Procurados, nem o CRM, nem o hospital nem a Polícia Civil se pronunciaram até a última atualização desta edição.

Denúncia contra o delegado

A família também questiona a diligência policial, afirmando que, após o registro do boletim de ocorrência na 1ª Delegacia, nenhum inquérito foi instaurado por mais de três meses.

Segundo a denúncia, o delegado que registrou o caso seria irmão da médica investigada. Diante disso, a família pediu a designação de outra autoridade policial para conduzir as investigações, além da comunicação dos fatos à Corregedoria da Polícia Civil.

A dupla pressa por uma apuração independente permanece, com a família cobrando clareza nos desdobramentos da investigação.

E você, o que pensa sobre casos de atendimento obstétrico durante o parto? Compartilhe sua opião nos comentários e participe deste debate sobre segurança, registro clínico e transparência nas investigações.

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