Pular para o conteúdo

MP Eleitoral pede remoção imediata de vídeo de prefeito de Érico Cardoso por suposta propaganda antecipada

MP Eleitoral pede remoção imediata de vídeo de prefeito de Érico Cardoso por suposta propaganda antecipada
MP Eleitoral pede remoção imediata de vídeo de prefeito de Érico Cardoso por suposta propaganda antecipada

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO


MP Eleitoral da Bahia solicita remoção de vídeo de prefeito de Érico Cardoso por propaganda eleitoral antecipada

Vídeo publicado no Instagram pelo prefeito Eraldo Félix é apontado pelo MP como tentativa de indução de votos e ameaça a servidores

O Ministério Público Eleitoral da Bahia requisitou à Justiça Eleitoral a remoção imediata de um vídeo publicado no Instagram pelo prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix, em operação anunciada nesta terça-feira (21). A ação também envolve o vice-prefeito Deivison Mendonça. Segundo o MP, o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada e pode representar cooptação eleitoral contra servidores municipais, ao vincular a continuidade de investimentos públicos à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

De acordo com a representação, o vídeo extrapola a simples manifestação política ao empregar metáforas futebolísticas para convocar apoio eleitoral antes do início oficial da campanha, com encenação, troca de figurinos e apresentação de um quadro de obras e investimentos. A peça foi publicada no perfil pessoal do prefeito e amplamente replicada nas redes sociais.

O MP pede a exclusão da postagem no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A solicitação também prevê a intimação da empresa responsável pela plataforma, Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., para remover eventuais réplicas do vídeo e adotar medidas técnicas para impedir a recirculação do material.

Conforme informações obtidas junto ao MP, a entidade sustenta que o conteúdo utiliza carga semântica equivalente a pedido explícito de voto — como a frase “ou joga nesse time ou pede pra sair” — associando-a a demissão de funcionários que não apoiam o grupo político. A Justiça Eleitoral deverá avaliar as medidas cabíveis diante de um vídeo que o órgão classifica como comunicação política estruturada para influenciar o eleitorado.

Participantes da discussão: leitor, deixe sua opinião nos comentários sobre o uso de redes sociais por autoridades locais em períodos pré-campanha e os limites legais para esse tipo de conteúdo.



COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO