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Ucrânia diz que 1,5 mil latino-americanos se uniram à Rússia na guerra

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Mundo

Ucrânia admite aceitar estrangeiros para lutar voluntariamente

Imagem colorida de sombras de dois soldados em frente de parede pintada nas cores das bandeiras de Rússia (esquerda) e Ucrânia (direita) - Metrópoles
bymyratdeniz/Getty Images

Nesta terça-feira, 21/7, a Ucrânia afirmou que estrangeiros que desejem lutar pelas Forças de Defesa Ucranianas podem se alistar voluntariamente, e que o país não realiza campanhas de recrutamento direcionadas à América Latina.

Segundo dados divulgados pela chancelaria ucraniana, 1.595 cidadãos de países latino-americanos ingressaram, em algum momento, nas forças russas para lutar contra a Ucrânia; 89 deles morreram, e 22 permanecem prisioneiros de guerra.

A Ucrânia não detalhou a origem dos combatentes estrangeiros ligados às forças russas. O porta-voz da chancelaria, Heorhii Tykhyi, afirmou que há um intercâmbio de latino-americanos na guerra, promovido pelo Kremlin, por meio de recrutamento ilegal.

“A Ucrânia não realiza campanhas de recrutamento direcionadas em países latino-americanos — pois existem muitas especulações a esse respeito, e quero refutá-las —, mas é verdade que o país aceita estrangeiros que desejam lutar pela Ucrânia em caráter voluntário”, disse Tykhyi. “Se um estrangeiro quiser se juntar às forças de defesa ucranianas e lutar ao nosso lado para proteger nosso país e os princípios de liberdade em todo o mundo, ele tem permissão para fazê-lo.”

Ainda assim, o Ministério da Defesa da Ucrânia mantém um site ativo, disponível em português e espanhol, para candidatos estrangeiros ao serviço militar do país. A oferta inclui salários que variam de US$ 550 a US$ 4,8 mil por mês, conforme a área de atuação.

Apesar da distância geográfica, latino-americanos têm se aproximado do conflito não apenas pelas forças russas, mas também com participação voluntária em ações dentro da Ucrânia, segundo informações divulgadas pela imprensa regional.

A história recente envolve a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, criada no início da invasão pela gestão de Volodymyr Zelensky para contrapor a superioridade militar russa. A Legião foi desmobilizada no fim de 2025, com seus combatentes integrados às Forças Armadas da Ucrânia. O ministério afirma que o recrutamento não foca mercados da região, apenas recebe voluntários que desejem contribuir com a defesa do país.

Para leitores interessados em mais detalhes, a cobertura ressalta que estas informações foram apuradas a partir de declarações oficiais e de fontes parceiras do PrimeiroJornal. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, o tema tem ganhado atenção internacional e motivado debates sobre recrutamento e canais de participação estrangeira no conflito.

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