Pular para o conteúdo

PF investiga ministro Moura Ribeiro, do STJ, em apuração sobre venda de sentenças

PF investiga ministro Moura Ribeiro, do STJ, em apuração sobre venda de sentenças
PF investiga ministro Moura Ribeiro, do STJ, em apuração sobre venda de sentenças

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Recentemente, a Polícia Federal abriu uma investigação envolvendo o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito de um inquérito que apura a venda de decisões judiciais na Corte. As diligências foram autorizadas pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração busca esclarecer se houve favorecimento em decisões proferidas pelo magistrado, incluindo o levantamento de dados bancários de empresas, de familiares do ministro e de servidores.

Segundo as investigações, a medida é necessária para esclarecer a participação direta do integrante do STJ ou manter a apuração sob a jurisdição do STF, que detém a prerrogativa de foro.

Entenda o esquema, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nove investigados — entre operadores, lobistas e ex-servidores — por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional, com atuação entre 2019 e 2023.

A apuração aponta Andreson de Oliveira Gonçalves como o principal elo de intermediação, atuando junto a ex-servidores do STJ, Márcio Toledo Pinto e Daimler Alberto de Campos. Esses ex-funcionários teriam vazado minutas sigilosas, orientado petições e redigido textos alinhados aos interesses do grupo.

A Procuradoria identificou operações financeiras complexas, incluindo o repasse de 4 milhões de reais de uma empresa do lobista para uma firma ligada à esposa de um dos servidores, além de saques em espécie.

Em nota oficial encaminhada pela assessoria do STJ, o ministro Moura Ribeiro afirmou desconhecer qualquer investigação sobre suas decisões. Segundo a defesa, o servidor citado integrou o gabinete dele apenas por alguns meses em 2019 e foi exonerado a seu pedido após conduta irregular identificada. Com mais de 40 anos de magistratura, Moura Ribeiro destacou sua trajetória e rejeitou qualquer associação com atos criminosos.

A apuração tramita no STF, que detém a prerrogativa de foro do ministro, conforme indicam as informações disponíveis.

Convidamos leitores a acompanhar os desdobramentos e a deixar suas opiniões nos comentários sobre o tema.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO