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Marcia Lopes cobra aprovação da Câmara em projeto que tipifica misoginia

Marcia Lopes cobra aprovação da Câmara em projeto que tipifica misoginia
Ministra Marcia Lopes cobra da Câmara aprovação do projeto que criminaliza a misoginia

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Salvador sedia cerimônia do Pacto Brasil Contra o Feminicídio; ministra Márcia Lopes cobra aprovação do PL 896/23, que criminaliza a misoginia. O projeto, de Ana Paula Lobato, altera a Lei 7.716/1989 para incluir misoginia entre crimes de discriminação; Senado aprovou com ajustes e enviou à Câmara em 30/03/2026; Câmara aprovou regime de urgência, mas votação travou; retorno ao Congresso previsto para a retomada dos trabalhos em 3, com pressão de ativistas.

Em Salvador, a cerimônia do Pacto Brasil Contra o Feminicídio reuniu autoridades e lideranças no Cineteatro 2 de Julho, no bairro Federação, para discutir a aprovação do PL 896/23, que propõe criminalizar a misoginia.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou avanços da Bahia na proteção às mulheres e reforçou o apelo aos congressistas para que o projeto seja aprovado, destacando a necessidade de enfrentar a violência de gênero com medidas firmes.

O PL 896/23, de Ana Paula Lobato (PSB), pretende alterar a Ley 7.716/1989 para incluir crimes praticados em razão de misoginia — ódio ou aversão às mulheres — entre as formas de discriminação ou preconceito, abrangendo injúrias e incitação ao ódio.

A medida busca equiparar a misoginia ao racismo, tornando a discriminação contra mulheres inafiançável e imprescritível, fortalecendo a proteção penal existente e ampliando o alcance das punições.

O texto avançou pelas comissões do Senado, foi aprovado com ajustes pelo Plenário e remetido à Câmara dos Deputados em 30 de março de 2026. A Câmara chegou a aprovar regime de urgência, mas a votação travou por divergências entre bancadas conservadoras e progressistas.

Com a retomada dos trabalhos na segunda-feira (3), movimentos e coletivos feministas pretendem manter a pressão para que a proposta retorne à pauta prioritária. Se aprovada com alterações pela Câmara, o texto precisará retornar ao Senado para validação antes da sanção presidencial.

Confira como está o texto: a seguir, com as mudanças propostas e o estágio atual no Congresso.

PALAVRAS-CHAVE: misoginia, PL 896/23, Ana Paula Lobato, Lei 7.716/1989, racismo, Senado, Câmara dos Deputados, Bahia, Salvador, feminicídio

META DESCRIÇÃO: Mobilização em Salvador pela aprovação do PL 896/23, que classifica a misoginia como crime; quadro no Congresso, status no Senado e Câmara, e próximos passos com ativismo.

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