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MPF move ação para restringir voos de helicópteros na capital do Rio

MPF move ação para restringir voos de helicópteros na capital do Rio
MPF move ação para restringir voos de helicópteros na capital do Rio

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Resumo: MPF move ação civil pública contra a União, a Anac, o Inea e a prefeitura do Rio para cobrar controles sobre voos de helicópteros na cidade. O caso, motivado por um acidente em 8 de agosto que deixou quatro mortos na zona sul, envolve a empresa Voos Rio Panorâmico e danos ao Parque Nacional da Tijuca. O texto também detalha medidas propostas e riscos associados à expansão dos voos panorâmicos.

Imagem colorida de helicóptero em queda em praia da Califórnia, nos EUA
Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a União, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Inea e a prefeitura do Rio para cobrar medidas de controles de voos comerciais de helicópteros realizados na cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa surge após o acidente envolvendo voo de helicóptero registrado no sábado, 8 de agosto, que deixou quatro vítimas fatais na zona sul da capital fluminense — entre elas o piloto e três turistas colombianas, todas da mesma família. A aeronave caiu em uma área de mata, pegou fogo e as pessoas ficaram carbonizadas.

O MPF também determinou a abertura de um inquérito civil para apurar a responsabilidade da Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda, empresa que operava o serviço, pelos danos causados ao Parque Nacional da Tijuca. A apuração sobre a responsabilidade da empresa será realizada separadamente da investigação sobre as causas da queda. Além disso, o órgão traçou a meta de receber, em até 90 dias, um plano para organizar os voos panorâmicos na cidade.

Entre as medidas propostas pelo MPF, está o direcionamento do tráfego de helicópteros destinados a atividades turísticas para a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), um corredor aéreo já existente ao longo do litoral do Rio, a cerca de 600 metros da faixa de praia. A pasta também pediu a fiscalização das altitudes mínimas e máximas permitidas pela legislação para as aeronaves do modelo utilizado.

Expansão dos voos gera riscos

Um inquérito civil anterior já apontava dificuldades na fiscalização do cumprimento das rotas e das altitudes, além de altos níveis de ruído e pressão sonora provocados pelos voos. O MPF informou que as empresas que oferecem esse tipo de serviço realizaram 24.681 voos panorâmicos em um ano, transportando 81.390 passageiros. A divulgação reforça a preocupação com a segurança, diante do crescimento da atividade turística aérea na região e dos recentes acidentes.

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