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Dino determina PF investigar interferências da Fazenda no caso Master 2022

Dino determina PF investigar interferências da Fazenda no caso Master 2022
Dino determina PF investigar interferências da Fazenda no caso Master 2022

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Resumo: STF autoriza PF a investigar a CVM no caso Banco Master; relatório da CVM aponta falhas sistêmicas e irregularidades ligadas a fundos e ativos; prazos estabelecidos para a PF e para a CVM; conexão com ADPF 1196 e privatização de cemitérios em SP.

São Paulo – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) inicie uma investigação sobre possíveis crimes e interferências inadequadas na atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda, no caso do Banco Master. A decisão baseia?se em um relatório elaborado por um grupo de trabalho da CVM, que aponta fragilidades estruturais na autarquia e falhas na apuração de denúncias envolvendo o banco.

Relatório e constatações – O relatório, apresentado nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7791, descreve falhas de divulgação de informações em 73% dos 314 processos relacionados ao grupo econômico e deficiências de compliance em 32%, além de indícios de fraudes contra investidores, uso indevido de informação privilegiada e manipulação de mercado. O documento destaca que condutas graves receberam apenas alertas administrativos, sem abertura de processo sancionador, e aponta o sigilo como entrave ao compartilhamento de dados entre áreas de fiscalização.

Fundo funerário – O relatório também menciona que um processo administrativo apurou indícios de manipulação de preços das cotas de um fundo funerário do Banco Máxima S.A., que posteriormente passou a se chamar Banco Master. O procedimento foi encerrado na esfera administrativa com a celebração de um termo de compromisso no valor de R$ 2,9 milhões.

Outras informações – Em 2021, a Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) encaminhou comunicações formais ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre os fatos apurados até então. Segundo Dino, tais elementos guardam relação com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1196, que trata da privatização de cemitérios em São Paulo (SP), e apontam indícios de uso do fundo para >supervalorizar ativos e alocar recursos em concessões de serviços públicos, sobretudo nos setores funerário e cemiterial.

Determinações do ministro – O ministro afirmou que os elementos apresentados vão além de irregularidades meramente administrativas. Ele determinou que a PF apresente, em 60 dias, um relatório sobre as diligências realizadas, mantendo o sigilo das medidas investigativas. Além disso, exigiu que a CVM disponibilize, em 72 horas, uma cópia do processo sobre as irregularidades do Master, bem como informações sobre as unidades e instâncias que tiveram acesso ao expediente, os agentes responsáveis pela análise, as decisões e o arquivamento, o regime de sigilo aplicado, o compartilhamento de informações e as providências adotadas após o arquivamento.

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